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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 65

A resposta de Fabiano Nunes foi direta: [Não dê atenção. Diga a ela que entrarei em contato mais tarde.]

Após enviar a mensagem, guardou o celular.

Ao erguer os olhos, viu que Oceana Amaral já havia se afastado há um bom tempo. Ele caminhou para alcançá-la.

— Por que não me esperou?

Oceana Amaral olhava casualmente os produtos nas prateleiras, sem dar muita importância:

— Vi que você estava ocupado, não quis atrapalhar.

— Não estava ocupado, era só a Assistente Matos reportando umas coisinhas da empresa.

Fabiano Nunes a seguiu e, lembrando-se do telefonema que ela se afastou para atender, perguntou fingindo desinteresse:

— E você? Quem te ligou agorinha?

— Um vendedor de telemarketing.

Um vendedor de telemarketing merecia que ela se afastasse tanto para atender?

E ficasse tanto tempo na linha?

Fabiano Nunes ficou desconfiado. Oceana Amaral também percebeu tardiamente que sua desculpa era cheia de furos, então tentou remendar:

— Comprei um seguro de acidentes pessoais recentemente. A indenização é alta, mas coloquei seu nome como beneficiário, por isso não queria que você soubesse. Afinal... hoje em dia tem muito caso de marido matando a esposa para ficar com o seguro.

Ao ouvir isso, os lábios de Fabiano Nunes se curvaram num sorriso, e ele entrou na brincadeira:— Comprou seguro de acidentes? Então é bom você se precaver contra mim mesmo.

Oceana Amaral riu e não continuou o assunto. O tópico morreu ali. Ela sabia que Fabiano Nunes era desconfiado e que mandaria investigar se ela realmente havia comprado o seguro. Ele não se importava com o dinheiro da indenização, mas tinha pavor de que ela mentisse para ele.

Fabiano Nunes sorriu:— Exatamente, por isso vamos ao Solar. É criação artificial, claro que tem em qualquer época do ano.

Oceana Amaral olhou para o céu azul e as nuvens brancas pela janela do carro. O dia estava bonito. Lembrando que já tinha avisado ao Doutor Barros que não iria ao hospital, e que voltar para casa seria apenas ficar à toa, ela assentiu:— Hum, vamos lá ver.

O Solar dos Vagalumes ficava a uma certa distância do supermercado. Quando chegaram ao destino, já era crepúsculo.

Oceana Amaral cochilava, meio tonta de sono. Ao abrir os olhos, a primeira coisa que viu foi uma terra vasta e sem fim. Olhando pela janela, o sol poente, vermelho como fogo, pairava na junção entre o céu e a terra, tingindo metade do firmamento de um laranja intenso. Ao redor, havia grandes campos agrícolas dourados, tendo ao fundo uma floresta densa e verde-escura.

No centro da floresta, avistava-se vagamente um hotel construído como um castelo antigo.

Era uma combinação de cores curiosa: havia vermelho, laranja, amarelo, além do verde escuro da mata entrelaçado com o azul profundo do céu noturno que chegava. Mas era extraordinariamente belo.

O carro entrou no Solar. Ao chegarem ao portão principal, um homem de terno e gravata, liderando três jovens garçons, já aguardava por eles.

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