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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 158

Aquilo deixou Marcel Amaral confuso, sem conseguir entender a situação.

Segundo os boatos, a irmã gostava tanto do cunhado, amava-o tanto, que tivera a coragem de fugir de casa e deixar a Cidade Y com ele antes mesmo de ser maior de idade, sem olhar para trás.

Mas, vendo-os agora, ele percebeu que a irmã e o cunhado não pareciam ter aquela conexão profunda e apaixonada das lendas.

Pelo menos... ele sentia que a irmã não amava o cunhado tanto quanto diziam.

Marcel Amaral engoliu suas dúvidas e acabou não ousando intervir.

Por fim, foi Úrsula Almeida quem não aguentou mais. Vendo Fabiano Nunes bater a cabeça contra o chão com cada vez mais força, preocupou-se que algo grave pudesse acontecer e gritou apressada:— Chega! Pare com isso, levante-se e fale!

Ao ouvir o grito da sogra, Fabiano Nunes cessou os movimentos lentamente.

Ele tentou se levantar, mas, fosse por ter ficado ajoelhado muito tempo ou pela força usada ao bater a cabeça, cambaleou ao erguer o corpo e quase caiu.

— Cuidado!

Felizmente, Marcel Amaral, que estava ao lado, teve reflexos rápidos e estendeu a mão para amparar Fabiano Nunes.

— Cunhado, você está bem?

Marcel Amaral perguntou com o rosto cheio de preocupação, sem saber o que dizer, e olhou para a irmã ao lado, esperando que ela dissesse algo.

Mas Oceana Amaral, ao notar a situação, apenas desviou o olhar com indiferença, como se não tivesse visto nada, escolhendo ignorá-lo.

Longe da atmosfera pesada e silenciosa da sala, Marcel Amaral voltou ao seu jeito brincalhão de sempre.

Carregando a mala pesada com as duas mãos, seus olhos não paravam de se voltar para Oceana Amaral.

A cada poucos segundos, ele virava a cabeça para olhá-la e, ao ser flagrado, virava o rosto de volta imediatamente, repetindo o ciclo.

Finalmente, Oceana Amaral não aguentou. Franziu a testa e perguntou, curiosa:— Por que você fica me olhando o tempo todo?

— Hehe...

Marcel Amaral coçou a cabeça, rindo de jeito bobo:— Irmã, eu só quero te ver. A vovó dizia que eu me pareço muito com você, e que se nos encontrássemos andando na rua, qualquer pessoa poderia perceber que somos irmãos de sangue. Eu só quero ver se realmente parecemos tanto quanto a vovó dizia.

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