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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 129

Logo ao acordar de manhã, o estômago de Oceana Amaral revirou. Debruçada sobre o vaso sanitário, ela teve espasmos contínuos, quase vomitando toda a bílis.

Karina ouviu o barulho, veio de fora, primeiro prendeu o cabelo dela e depois trouxe um copo de água, enquanto batia nas costas dela para aliviar o desconforto, e ao mesmo tempo entregava a água, preocupada, disse:— Senhora, esse enjoo está muito forte. Já foi ao hospital fazer um exame?

Oceana Amaral balançou a cabeça, fraca e sem forças. Pegou o copo, tomou um grande gole da água para bochechar e cuspiu tudo em seguida.

Desde que o teste de gravidez dera positivo, já se passara quase uma semana. Entre uma ocupação e outra, ela ainda não tinha ido à obstetrícia fazer um ultrassom sequer.

Karina franziu a testa, olhando para Oceana Amaral, que vomitava até quase desmaiar, pálida e exausta. Seus olhos estavam cheios de compaixão, e ela não conseguiu conter a reclamação:— Olha, o senhor é ocupado, tudo bem, mas agora que a senhora está grávida, ele deveria arranjar um tempo para vir vê-la, não é? Desde que disse que ia viajar a trabalho da última vez, já se passaram cinco dias e ele não voltou nem uma vez...

Karina sempre fora uma pessoa comedida. Sabia que era apenas a funcionária que cozinhava e limpava, que a relação era de patroa e empregada, e sabia que não devia opinar sobre a vida dos patrões ou dizer essas coisas, mas...

Vendo o corpo de Oceana Amaral definhando dia após dia e aquele rosto pálido, a dor no coração dela era real, por isso não conseguiu segurar as palavras.

Oceana Amaral apoiou-se e levantou-se, trêmula.

Ela ainda não contara a Karina que ela e Fabiano Nunes estavam prestes a se divorciar. Pensou em dizer apenas quando tivesse a certidão de divórcio em mãos, mas, pensando bem agora, dizer cedo ou tarde dava na mesma.

Após hesitar um pouco, Oceana Amaral disse com calma:

— Karina, eu e ele vamos nos divorciar em breve.

Oceana Amaral sorriu:— Não precisa. Já estou acordada mesmo, vou comer lá embaixo.

Após o café da manhã, ela dirigiu até o hospital, mas desta vez não foi direto para a Hematologia no 15º andar, e sim para a Obstetrícia no 8º andar.

Quando a porta do elevador se abriu, a atmosfera na Obstetrícia era muito melhor do que a da Hematologia, onde os transeuntes carregavam expressões de preocupação.

Muitas grávidas com barrigas enormes, ou outras em estágios iniciais, estavam acompanhadas pelos maridos, familiares ou amigos. Todos tinham sorrisos doces de quem espera um futuro feliz, o que fez Oceana Amaral, com seu misto de sentimentos complexos, sentir uma ponta de calor e felicidade.

Ela pegou a senha sozinha e aguardou na fila. A sensação era familiar, a última vez que esperara assim por um exame fora no 15º andar, na Hematologia.

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