Uma cidade costeira era diferente do interior.
Assim que saiu do avião, Júlia sentiu o ar úmido e abafado.
— Senhorita Guedes, eu fui enviado pelo Capitão Farias para buscá-la. Este é o meu distintivo.
Júlia olhou para o Oficial Santos.
O Oficial Santos disse:
— Está correto, ele é um dos meus colegas.
O veículo de comando onde o Capitão Farias estava parecia bem comum por fora.
Qualquer pessoa que passasse pensaria que era apenas um micro-ônibus branco desgastado.
Mas o interior era equipado com tudo.
A área do motorista do veículo de comando era totalmente separada da área de comando, e havia películas antirreflexo.
Do lado direito havia um conjunto de sistemas de comunicação integrados.
O Capitão Farias usava roupas escuras e seu queixo já mostrava uma barba rala.
Ele ainda estava bem disposto.
— Senhorita Guedes, sente-se, por favor.
— Capitão Farias.
Júlia cumprimentou-o e apresentou as pessoas que havia trazido:
— Estes são dois advogados que trouxe comigo, além do executivo financeiro sênior da Oceano, eles poderão ajudar.
O Capitão Farias assentiu e foi direto ao assunto.
— Uma hora e meia atrás, recebemos uma mensagem enviada pelo celular básico pelo Diretor Santana.
— O local de encontro dele com Arthur Franco é num cassino privado.
O Sr. Amaral pegou os documentos e os examinou brevemente.
— De acordo com as leis locais, os cassinos oficiais no Distrito de Mirante devem ter um contrato de concessão ou uma licença relacionada a jogos. Este foi aberto por um indivíduo de forma não autorizada.
O Capitão Farias continuou:
— Já reorganizamos a operação e o posicionamento da equipe. Com base nas informações fornecidas por uma empresa de penhores na vizinhança, o gerente desse cassino costuma iniciar as viagens marítimas na sexta-feira às nove da noite.



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