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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 447

Éder acompanhava Sérgio há muito tempo.

Mas toda vez que saíam para negociar algo, ele continuava aprendendo coisas novas.

Hoje, no entanto, ele não estava no clima de memorizar nada; apenas viu que, após a saída do convidado, a mão de Sérgio pousada sobre a mesa cerrou-se com força.

Sua postura curvou-se, e ele parecia estar bastante desconfortável.

— Diretor Santana...

— Não é nada, vá buscar meu paletó.

Sérgio pressionou o abdômen com a mão.

As roupas de Sérgio nunca eram cuidadas por terceiros.

Quando Éder retornou, compôs sua expressão e sorriu para Sérgio.

— Os recursos de moda e as plataformas são os dois setores de maior ajuda para a Senhora Santana. Quando ela souber, certamente ficará muito feliz.

— Não a deixe saber por enquanto.

Sérgio manteve a postura que lhe proporcionava algum alívio da dor.

De repente, a porta se abriu, revelando uma pequena cabecinha de cabelos macios.

— Papai!

— Dora?

Dora deslizou para dentro, sorrindo docemente:

— Acabei de ver que seu convidado já foi embora.

— Eu, a mamãe, a Elena e a professora Rosa estamos comendo aqui ao lado.

Ela fez uma concha com a mão em formato de alto-falante e sussurrou:

— Eu saí de fininho com a desculpa de ir ao banheiro, nós já estamos quase terminando de comer.

Sérgio não pôde evitar um sorriso.

— Boa menina.

Dora deu uma olhada para fora e saiu correndo.

— A senhorita Dora é realmente adorável.

Éder não pôde deixar de elogiá-la.

Principalmente por ainda sentir calafrios após presenciar as manobras absurdas da família de Clarice Cardoso.

— Hum.

O rosto de Sérgio transbordava orgulho.

— Minha filha é tão maravilhosa quanto a mãe.

— O senhor deveria dizer isso à Senhora Santana.

Sérgio baixou a cabeça, exibindo um sorriso amargo:

Um par de sapatos de salto alto, igualmente adornado com pequenos diamantes, aproximou-se.

O olhar de Sérgio subiu ao longo de uma saia branca.

A pessoa que se aproximava tinha traços impressionantes e marcantes, uma beleza vibrante que, acompanhada por uma expressão indiferente, criava uma aura fria e contraditória.

Quem mais poderia ser senão Júlia?

Ela usava uma blusa preta com um corte sofisticado. A gola redonda era ajustada por grandes pérolas entrelaçadas, e o tecido macio tinha um caimento elegante e, ao mesmo tempo, despojado.

Não se podia culpar Júlia pela pergunta.

É que a cena de Sérgio agachado ao lado do bueiro, esfregando os olhos, era simplesmente bizarra demais.

— Eu...

Entorpecido pelo álcool, Sérgio reagiu com atraso:

— Eu perdi uma coisa.

Dora soltou a mão da mãe, correu até lá e arregaçou as mangas:

— Papai, o que você perdeu? Eu te ajudo a procurar!

Ela vasculhou cuidadosamente de vários ângulos e finalmente os avistou em meio a folhas caídas e detritos.

— Nossa, que anéis lindos!

— Papai, é um presente que você comprou para a mamãe?

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