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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 437

— Por não haverem comparecido para a triagem, será necessário validarmos as assinaturas dos dois progenitores. E por identificarmos que a menor, Lara Guedes, nasceu no exterior, é imperioso que a certidão de nascimento seja averiguada com as repartições internacionais.

Assim que escutou as exigências, Júlia deduziu que estavam prolongando o processo de propósito.

Puxou o ar devagarzinho: — Eu a enviei acompanhada de uma versão traduzida para o inglês, pelos intermédios de um advogado; a documentação encontra-se impecável.

O escrevente sorriu sem graça.

— Além do exposto, o pai da menor nos encaminhou materiais extras.

— Com qual finalidade?

— Isso... Se trata de cunho pessoal, do qual somos restritos de divulgar.

Júlia se posicionou perante as portas de correr.

Avistou, de relance, as linhas incontáveis de carros no enorme tráfego, junto aos vitrais ensolarados brilhando com violência, tornando o seu humor turvo e confuso.

Devia ser coisa do Sérgio, com certeza.

Ousou sabotar de maneira flagrante a continuidade no cartório, depois de todos os seus discursos agradáveis com propostas generosas sobre a entrega da guarda da criança.

Humpf.

Júlia escarneceu de si mesma, de forma sombria.

Quão idiota ela foi capaz de ser, a ponto de cogitar que se podia confiar no Sérgio?

As miragens criadas pela luz do sol tornavam-se distendidas.

— Júlia.

Sérgio saiu descalço, com a camisa meio vestida sobre o corpo.

— Você acordou.

— Ontem... parece que te causei mais problemas de novo.

— Agora que compreende o seu erro, trate de parar de despencar por acidente de cara na porta dos outros.

Quando recém havia acordado, Sérgio tocou na água morna à cabeceira do móvel e soube de imediato que Júlia estivera à espreita a noite inteira.

E apesar de ouvir repreensões gratuitas sem cessar, manteve-se intocável pela ira.

Apenas girou o pulso e estalou os dedos.

— Entendi. Na próxima vez que eu desmaiar de fome, vou tentar fazer isso um pouco mais longe.

— Ainda vai ter próxima vez?

Sérgio apenas sorriu, parecendo aproveitar bastante a pequena irritação de Júlia.

— Exatamente.

Júlia virou as costas para procurar delivery.

Sérgio adiantou-se e avisou: — Durante esses dois anos que se passaram, desenvolvi certas habilidades de gastronomia... Que tal...

Torcia pela derrota na sua pequena amostragem para jamais voltar.

E ao contrário de seu pressuposto, Sérgio simplesmente conferiu os interiores do equipamento para investigar os suprimentos dispostos, assumindo tarefas efusivas de preparos.

Com a blusa posta e devidamente revirada abaixo da altura dos cotovelos.

Sua clássica vestimenta alinhada salpicada de pequenas parcelas molhadas acompanhadas por fragmentos de cebolinha e alho-poró.

O rapaz era dócil de movimentos e ligeiro com suas fatias exatas que cortavam; assemelhando-se pouco com a figura anterior que Júlia conhecia pelo nome de Sérgio.

Ainda que as poções fossem altamente saturadas de pimenta.

O prato ardia num nível que ele mesmo foi ao acesso constante de tosse com seus exageros, porém a sua iguaria persistiu impune à essência avassaladora de penetrar às aberturas das narinas.

Minutos se estenderam até as finalizações com pratos variados, mais as sopas em suas respectivas vasilhas.

Sérgio chegou ao mérito de utilizar das gotículas misturadas à pimenta com o simples pretexto de guarnecer um dos seus acompanhamentos de requinte.

Estéticamente vistoso.

Sérgio amparou ambas as palmas nas elevações centrais da bancada.

Os aspectos endurecidos e amargos desfizeram-se; a claridade suave cintilou lá nos confins do seu olhar.

Mostrava-se de igual expectativa quanto temeroso perante a ansiedade que ele próprio acumulou.

— Gostariam de saborear?

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