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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 434

Sérgio não pôde evitar sussurrar um resmungo para si mesmo.

Júlia não conseguiu ouvir direito.

Ao dividir o mesmo ambiente com Sérgio, ela se sentia extremamente tensa.

— Eu levo você.

— Não precisa, eu vim dirigindo.

Júlia prendeu o cinto de segurança da filha e fechou a porta do carro.

— Mamãe, quero comer os seus biscoitos.

— Tudo bem, farei quando chegarmos em casa.

Ao girar o volante, Júlia viu a silhueta no retrovisor ficar cada vez menor e, finalmente, abriu um sorriso.

No entanto, esse alívio não durou muitos dias, logo foi quebrado por Sérgio mais uma vez.

No inverno, a Cidade N costuma ser varrida por ventos fortes.

Como nos dias de frio não dava para sair, Júlia ficava em casa com a filha, assistindo a filmes de animação.

A campainha da porta tocou.

Júlia pensou que fosse o entregador de frutas, mas não esperava dar de cara com Sérgio.

Seus nervos estavam tão retesados como a corda de um arco.

Cada vez que Sérgio se aproximava, a corda vibrava.

Sem dar muita bandeira, Júlia encostou a porta, diminuindo a abertura.

— O que você faz aqui?

Sérgio: — Acabei de me mudar para o apartamento de baixo e vim te avisar.

— Eu comprei este apartamento três anos atrás, mas não tive oportunidade de morar aqui.

— Fique tranquila, eu sei que você não gosta de ser incomodada, então de agora em diante avisarei sempre antes de aparecer.

Com Sérgio agindo de forma tão respeitosa e cautelosa, Júlia nem sabia como reagir.

Júlia voltou para a sala, mas não teve coragem de dizer à Dora que era o Sérgio quem estivera lá.

O desenho ainda passava, porém ela não conseguiu focar em nada da história.

— Mamãe... tá doendo.

— Hum?

Com a carinha franzida, Dora repetiu: — Mamãe, você está me abraçando forte demais, tá doendo.

Júlia finalmente despertou.

Percebeu que, de fato, os próprios braços se contraíram instintivamente.

E logo depois apontou para o celular de Júlia.

— É o papai te ligando.

Sérgio havia acabado de dizer que não a incomodaria, e agora precisava pedir socorro.

A luz desligada do corredor acendeu assim que a porta se abriu.

— O que foi de novo?

Sérgio pigarreou.

— Peço perdão. Não tinha gente morando ali há anos, então não percebi que o aquecimento do piso estava quebrado. E além dos móveis, os condicionadores de ar só serão entregues amanhã.

— E daí?

— Daí... será que você poderia me deixar passar a noite? Fico na sala, no quarto de hóspedes, qualquer lugar.

Sérgio sussurrou: — E eu já me acostumei a dormir com a Dora, agora que estamos separados, estou sentindo a diferença.

Júlia jamais daria bronca na frente de uma criança.

E assim, deu uns tapinhas nas costas de Dora e a empurrou de volta ao quarto.

Somente quando a garota estava fora de alcance, lançou um olhar glacial a Sérgio.

— Você é rico, e eu não posso dar pitacos sobre onde você compra imóveis. Mas por enquanto o Acordo de Custódia nem tem validade, você não tem direito de visitas.

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