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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 414

— Mamãe, depois do jantar, posso descer para brincar um pouquinho sozinha?

Júlia, cortando os vegetais, respondeu:

— Está muito escuro, não pode ir sozinha. Depois de comer, a mamãe te leva lá para baixo, pode ser?

Ao ouvir isso, Dora balançou a cabeça com hesitação:

— Então... então a Dora não vai.

Nos últimos dois dias, Júlia já havia ouvido isso várias vezes, o que a fez caminhar até a janela.

— Mamãe!

— Colo~

Júlia olhou para baixo, encarando a filha.

A pequena com certeza não sabia que estava com uma expressão de quem escondia algo.

Ela pegou Dora no colo e olhou para fora pelo mesmo ângulo que a menina usava.

Lá embaixo, havia um carro preto muito familiar estacionado.

Dora cobriu os olhos com as mãos, espiando discretamente por entre os dedos, desanimada.

— Tudo bem, é o carro do papai.

— Mas... mas se a mamãe não deixa a Dora ir, a Dora não vai.

Ao ver a filha manhosa agarrada ao seu braço, Júlia não conseguia ficar brava.

Esse Sérgio, não tinha jeito mesmo.

Mesmo sabendo que a criança ainda era pequena, ele continuava fazendo esse tipo de cena.

Júlia não queria restringir os desejos e vontades da filha.

Mas sentia raiva por dentro.

Esperto como era, Sérgio sabia exatamente como agir para fazer a criança sentir mais pena dele.

— Vamos comer.

Júlia suspirou baixinho.

— Depois de jantar, a mamãe te leva lá embaixo para brincar um pouco.

O Bentley Mulsanne preto estava estacionado em frente ao prédio de apartamentos.

Sérgio estava encostado sozinho na porta do carro, de cabeça erguida, olhando para a janela iluminada.

Ele segurava um cigarro entre os dedos, levando-o à boca de forma lenta e despreocupada, como se usasse isso para passar o tempo.

Com sua figura esguia, quando olhava para baixo sem sorrir, a cor de suas pupilas parecia mais escura do que o normal, como uma floresta negra encoberta pela névoa.

Sua beleza era indiscutível.

Mas a expressão era gélida, transmitindo uma aura de distanciamento e severidade.

Quando Júlia saiu do corredor segurando Dora no colo, Sérgio ainda estava de cabeça erguida, absorto em pensamentos.

Até que Dora gritou docemente:

Agora, porém, sua voz estava impregnada de súplica e humildade.

O coração de Júlia pesou junto com as palavras dele, como se estivesse esmagado por um peso, causando-lhe um desconforto profundo.

Mas essa breve hesitação foi rapidamente superada.

— Sérgio, eu só desci para te dizer que, de agora em diante, seguiremos o acordo de guarda.

— O tempo de visitação é de uma vez a cada duas semanas. Me ligue antes de vir.

— Nem pense em procurar a criança escondido.

Júlia pronunciou cada palavra com clareza, sem deixar o menor espaço para negociações.

Sérgio levantou os olhos, perplexo, e a pequena chama que havia em seu olhar apagou-se lentamente.

Uma expressão de dor surgiu em seu rosto.

Mas desapareceu em um instante.

Ele estava prestes a falar, mas foi interrompido pelo toque do celular de Júlia.

O identificador de chamadas exibia o nome de Lucas Franco.

Sérgio franziu o cenho.

Uma densa onda de frustração e ciúmes invadiu seu coração.

— Você ainda tem contato com ele?

— Júlia, o Lucas simplesmente não é digno de você.

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