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Ame-me Outra Vez, Minha Ex! romance Capítulo 403

Lá dentro, viu o coelhinho de pelúcia favorito dela, bem como o Trevo de Diamantes.

Havia um bilhete com letras grandes e tortas, claramente copiadas de forma desajeitada.

Dizia: "Papai, a mamãe disse que só as pessoas que sorriem muito têm boa sorte."

Sérgio não pôde evitar e curvou os lábios em um sorriso.

Pensou que o seu sorriso deveria ser mais feio que o próprio choro.

Depois de sair da mansão velha, Júlia Guedes retornou para a sua cobertura.

Ela mudou o seu estúdio para um local mais perto da creche da Dora, mas ele ainda continuava ligado à Império Mídia.

Pelo menos para que Lucas Franco pudesse fazer a transição de forma adequada.

Ela não parava de fazer testes para papéis e de participar de eventos de marcas, cuidando perfeitamente tanto da sua carreira de atriz quanto do estúdio.

Num piscar de olhos, chegou a primeira nevasca.

— Mamãe, amanhã na Gincana de Inverno da creche, quero usar a mesma roupa que você.

Dora escolheu um moletom azul felpudo.

Ultimamente, Júlia sempre a levava para brincar nos sets de filmagem.

Os estilistas, ao verem a menina, ficavam ansiosos para ajudá-la a se arrumar.

Agora Dora tinha o seu próprio senso estético e já começara a pedir ativamente que Júlia combinasse as roupas com ela.

A gincana era ao ar livre.

A creche convocou muitos vendedores ambulantes interessantes para montar barracas na área.

Após a cerimônia de abertura, foi o momento de atividades livres para os pais com seus filhos.

A cada duas horas, havia uma competição.

Entre elas estava a corrida carregando os filhos nas costas, que, considerando que as senhoras vestiam saias e saltos, seria feita pelos pais.

Dora abaixou a cabeça, desapontada.

Júlia também percebeu o aborrecimento da filha e tentou levá-la para brincar em outro lugar.

Dora estava chutando as pedrinhas sob os seus pés.

De repente, um par de mãos grandes segurou a sua trança e a afagou gentilmente.

— O papai vai com você.

Júlia seguiu a direção da mão e abriu levemente a boca de surpresa.

Sérgio Santana usava roupas esportivas pretas e discretas; sua postura era ereta, mas a cor o fazia parecer muito magro.

Ele sorriu com os olhos.

— Eu vi a postagem da professora da creche e vim sem ser convidado, por favor, não fique brava.

— Como combinado, não irei ao apartamento, eu só queria fazer companhia à Dora.

Ele cerrou os dentes para conter a vontade de vomitar e, em meio a aplausos, cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.

Dora ria sem parar, quase soluçando.

— O papai é muito forte, quero brincar mais uma vez!

— Tudo bem.

Sérgio correu mais uma volta abraçado a Dora.

Desta vez, as suas costas ficaram cobertas de suor frio.

No momento em que ele pôs a filha no chão, um zumbido agudo invadiu seus ouvidos, isolando completamente os aplausos ao redor.

A visão de Sérgio escureceu e ele caiu direto no chão.

Mesmo assim, ele não esqueceu de proteger Dora em seus braços.

Dora ficou um pouco assustada, deitando-se sobre Sérgio: — Papai, o que foi com você?

Júlia também correu apressada.

Sérgio estava sentado no chão com o rosto pálido e as sobrancelhas franzidas.

Dora, pelo menos, estava bem.

Ela não conseguiu evitar estender a mão e tocar a testa de Sérgio: — Sérgio, você está doente?

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