Entrar Via

Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 99

Alícia teve febre alta recorrente após recuperar a temperatura. Naquele dia, menos de uma hora depois de sair do quarto de Kylen, a febre voltou.

No dia seguinte, ela ainda tinha febre baixa.

Narciso estava tão preocupado que quase mandou fazer um ritual no quarto de Kylen, temendo que Alícia tivesse trazido alguma energia ruim de lá.

Alícia ficou tonta vendo-o andar de um lado para o outro e o mandou voltar para a Família Simões para ver o avô.

Depois que Narciso saiu, ela fechou os olhos para dormir. Meio atordoada, sentiu uma mão quente em sua testa.

Acordou suando frio de susto. Ao abrir os olhos e reconhecer a dama elegante e refinada à sua frente, suspirou aliviada.

— Sra. Sylvia, o que a senhora faz aqui?

Sylvia Pereira segurou seus ombros para impedi-la de se levantar e ajeitou o cobertor sobre ela.

— Soube que você sofreu um acidente, então pedi ao Alcides para me trazer aqui para te ver. Como está se sentindo agora?

— Muito melhor, obrigada, Sra. Sylvia.

Alícia insistiu em se sentar. Parecia ter tido um pesadelo para estar tão assustada, mas havia guarda-costas dentro e fora do quarto, então ninguém mal-intencionado poderia ter entrado.

Sylvia era mãe de Alcides. Anos atrás, por algum motivo desconhecido, teve uma grande briga com o pai de Alcides e eles viviam separados, embora não divorciados.

Alícia entrou para a Família Lourenço aos sete anos. Sylvia sempre foi muito boa com ela, e Alícia sabia que Sylvia, assim como o Dr. Vargas, era antiga colega de classe de sua mãe.

Embora Sylvia não fizesse parte da Família Lourenço, ela se preocupava muito com Alícia. No ano anterior, quando Alícia esteve grávida, Sylvia lhe enviou muitos suplementos e ligava frequentemente para saber de sua saúde.

Sylvia acariciou o rosto dela com pesar.

— Você emagreceu. Quando sair do hospital, venha passar um tempo na casa da Sra. Sylvia, vou cuidar bem da sua alimentação.

Alícia abriu a boca para falar, mas de repente ouviu uma voz clara e preguiçosa:

— Mãe, ela tem o irmão mais velho, por que estamos nos preocupando?

Alcides estava sentado no sofá, descascando uma maçã.

De terno e gravata, com aparência impecável.

A maçã vermelha parecia pequena e delicada em seus dedos longos e lisos.

Alícia só faltou colar um papel escrito "doente" na testa dele.

Mas, após dizer aquilo, Alcides endireitou o corpo, recolheu aquela aura perversa, curvou levemente os lábios e virou-se para seguir Sylvia para fora do quarto.

Alcides apertou o botão do térreo no elevador.

— Vou arranjar um encontro arranjado para você. Vá conhecer a pessoa amanhã — disse Sylvia, com a mão sobre a bolsa, o queixo levemente erguido, elegante e altiva.

O rosto de Alcides não mostrou nenhuma alteração de expressão.

— Não vou.

Sylvia olhou para cima e riu levemente.

— Você ainda gosta da Alicinha, não é?

O homem respondeu com voz preguiçosa:

— Ela é minha prometida desde criança, sempre foi minha.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!