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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 58

O Sr. Batista ainda não tinha voltado, e Alícia aguardava do lado de fora do vestiário.

Julian veio do corredor segurando um copo de bebida quente e estendeu para ela.

— Leite quente. Dormiu mal? Você parece um pouco abatida.

— Obrigada, Julian. — Alícia segurou o copo com as duas mãos, surpresa com a perspicácia dele.

De fato, ela não tinha dormido bem na noite anterior.

Ter sido agredida apenas agravou sua insônia. Com a morte de Hugo, seu sono melhorou um pouco, mas não estava totalmente curada.

Julian e Enrique eram grandes amigos de Kylen, cresceram juntos e frequentavam a Família Lourenço. Comparado ao falastrão do Enrique, ela era quem menos conversava com Julian.

Sem saber sobre o que falar, ela baixou a cabeça e bebeu o leite.

De repente, a voz preocupada de Julian soou acima dela:

— Você já se recuperou fisicamente?

Alícia parou.

Julian explicou:

— No dia em que voltei, soube que o Hugo morreu. O Enrique me contou que ele tinha mandado gente te bater antes disso. Foi grave?

Alícia balançou a cabeça e disse:

— Não foi grave, já estou bem.

Apenas seus ouvidos ainda não estavam totalmente recuperados, ocasionalmente, ela ainda sentia zumbidos.

— Que bom.

Nesse momento, o celular de Julian tocou.

Ele tirou o aparelho do bolso, deslizou o dedo na tela e atendeu.

— Kylen.

A mão de Alícia segurando o copo quente estremeceu levemente.

Ela baixou os olhos e continuou bebendo o leite.

— E ligar para você adianta? Você é médico? Sabe curar? Além de me causar desgosto, o que mais você sabe fazer? — A Avó Lourenço disparou, sem poupar críticas.

Quando jovem, a Avó Lourenço foi uma dama da alta sociedade, muito bem-educada. Sabia que não se deve repreender os filhos em público, mas realmente não conseguiu se conter.

E ela já estava se segurando muito em consideração à presença de Alícia.

— A voz está firme, ainda tem força para brigar. — Kylen pegou o laudo que o médico lhe entregava, passou os olhos e viu que não havia nada de errado, todos os indicadores estavam ótimos.

Ele entregou o papel para Alícia e disse com a voz grave:

— Guarde isso.

Alícia olhou para aquela mão de dedos bem definidos estendendo o laudo. Seu peito parecia uma garrafa de refrigerante recém-aberta, borbulhando incessantemente, sufocando-a.

Ela estendeu a mão e pegou.

— Vovó.

Nesse momento, a porta do elevador se abriu e uma voz suave foi ouvida.

Alícia, sem mudar a expressão, guardou o exame na bolsa. Pelo canto do olho, viu Yolanda sentada em uma cadeira de rodas, com um pedaço de gaze na testa. Parecia que ela estava ferida.

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