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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 451

No meio da madrugada, Enrique velava ao lado do leito de Kylen. Aquela família de três estava deixando-o completamente louco.

Assim que terminava de se preocupar com um, precisava cuidar do outro, um ciclo de aflição que parecia não ter fim.

Se não fosse pelo fato de que, ao saírem da emergência no fim da tarde, a ainda desorientada Alícia murmurara que estava sentindo dor, o que fez Kylen soltar sua mão para que os médicos pudessem finalmente separá-los, ele estaria cuidando dos dois ao mesmo tempo.

Era uma verdadeira loucura, uma angústia atrás da outra.

— Ei, não se mexa! — Enrique agiu rápido ao notar, pelo canto do olho, que Kylen começava a despertar. Esticou as duas mãos e pressionou os ombros dele contra a cama.

O motivo de usar ambas as mãos era simples: Kylen tinha a força de um touro e, mesmo ferido, não havia garantias de que Enrique pudesse contê-lo.

Os olhos de Kylen permaneciam avermelhados, com a esclera tomada por veias rompidas. Ele moveu os lábios secos e sem cor.

— Onde ela está? — A voz ecoou ríspida.

— Ela está ótima. Já acordou uma vez, tomou meio copo de água, comeu alguma coisa. Temperatura normal, pressão normal, batimentos normais. E o mais importante: ela continua no hospital, não foi embora.

Enrique disparou todas as informações de uma vez só, repetindo o detalhe crucial.

— Ela não foi embora. Está no quarto.

Obviamente, quem lhe repassara aqueles detalhes fora Hera, justamente para que Kylen pudesse ficar tranquilo ao acordar.

Verdade seja dita, a garota tinha um coração de ouro.

Depois de atualizar o estado de Alícia, Enrique suspirou aliviado:

— Então vê se sossega e para de me dar esses sustos, tá bom? Tenho ouvido muitas histórias sobre mortes súbitas do coração ultimamente, e eu não quero morrer de pavor.

— Onde está Vinicius?

— Vigiando a Alícia para você. — Enrique ajeitou as cobertas ao redor dele como uma verdadeira mãe protetora, concluindo: — Apenas descanse. Durma um pouco.

Kylen, contudo, não tinha qualquer intenção de dormir. Em vez disso, ordenou:

— Traga a cadeira de rodas.

— O que você vai aprontar agora? — Enrique estava a ponto de explodir.

— Vou ver o meu filho. — Kylen retrucou com a voz rouca.

Ao menos se lembrava do filho!

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