A mão de Kylen, caída ao lado do corpo, cerrou-se com força.
A expressão do médico era grave.
Nos primeiros meses de vida, o menino sequer conseguia tomar leite. Com o tempo, seu corpo foi se fortalecendo e se adaptando à alimentação. Todos achavam que ele ficaria cada vez mais saudável, mas então veio o diagnóstico daquela doença rara.
Ainda não havia notícias sobre um doador de medula óssea.
— Ele chorou ou ficou agitado nesses últimos dias?
— Não, de forma alguma. Ele fica muito quieto enquanto dorme. — O médico balançou a cabeça.
Kylen observou em silêncio o rostinho na tela do monitor. O jeito como ele dormia era a cópia fiel de Alícia.
— Ele está dormindo por tanto tempo... O corpo dele está ficando mais fraco?
Foi após receber a ligação do hospital, enquanto estava na ilha, que ele decidiu antecipar a partida e levar Alícia embora.
— Diretor Lourenço, o corpinho dele está fraco demais. Talvez... ele não consiga aguentar mais seis meses. — O médico, tomado pela culpa, disse com a voz pesada.
Kylen ficou diante do monitor por um longo tempo, observando em silêncio, como se o tempo ao seu redor tivesse sido pausado.
Não se sabe quanto tempo se passou até que ele finalmente desligasse a tela e a bloqueasse novamente.
Antes de deixar o hospital, ele recebeu uma ligação de Vinicius.
Kylen entrou no carro e ordenou que o segurança desse a partida.
O veículo seguiu até a garagem subterrânea de uma mansão isolada.
Kylen saiu do carro e caminhou diretamente em direção ao porão.
Era véspera de Natal. Aquele era o lugar que Kylen havia usado para interrogar os assassinos que tentaram matar Alícia.
No entanto, aquelas pessoas já haviam sido eliminadas secretamente por Vinicius. Hoje, quem estava lá era Yolanda.
Kylen passou pela porta do porão e viu Yolanda com os pulsos e tornozelos acorrentados.



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!