O rosto de Yolanda ficou mortalmente pálido sob os feixes de luz dos holofotes.
O chapéu bucket preto caiu, revelando os cabelos negros e lisos como seda, que esvoaçavam descontroladamente com o vento frio, lembrando as garras de um fantasma amaldiçoado.
Aqueles olhos de cor âmbar escuro se encheram de terror, e ela tentou desesperadamente pegar a máscara caída no chão.
No entanto, a bota tática preta de Vinicius pisou firme sobre o objeto, enquanto ele a olhava com superioridade, observando o estado lastimável da mulher que estava ajoelhada e prostrada no chão.
Ele não pronunciou uma só palavra, mas seu silêncio deixou claro que não havia mais necessidade de esconderijos.
— Como você descobriu?! — Os dentes de Yolanda batiam sem parar. Se Vinicius sabia, isso significava que Kylen também estava ciente.
— O Kylen...
Com o rosto apático, Vinicius respondeu.
— Foi justamente o Diretor Lourenço que me mandou interceptar você aqui. O que você acha?
Yolanda apoiava-se com as mãos no chão. Ao cravar os dedos pálidos, as unhas bem-feitas sujaram-se com o barro, fruto de uma chuva que havia banhado Cidade Linvar durante o dia, deixando o solo encharcado.
Atordoada pelas palavras de Vinicius, um zumbido ecoou em seus ouvidos, e sua mente ficou completamente em branco.
Um frio cortante tomou conta de todo o seu corpo.
— O que você disse...? Como ele pode saber? Ele não poderia saber, isso é impossível! — A voz dela passou da perplexidade inicial para a incredulidade e culminou em um grito histérico ao confrontar Vinicius.
Vinicius levantou ligeiramente a mão, sinalizando para que os seguranças trouxessem o carro.
O tom dele mantinha-se neutro e insensível.


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