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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 321

— A cintura de Alícia é tão macia... Você não faz ideia de como ela fica linda quando a droga faz efeito. Quando eu estava sobre ela, teria dado a minha vida para... — Uma risada sinistra escapou de sua garganta.

De repente, uma mão grande e firme o agarrou violentamente pela nuca, erguendo-o da cama.

Pego de surpresa pelo par de olhos escuros, gélidos como a morte, Alcides teve, por um instante, a ilusão de ver o mesmo homem que o espancara até quase matá-lo no fim da tarde.

No entanto, mal esse pensamento surgiu, Kylen o arremessou sem piedade no chão.

Um estrondo surdo ressoou!

A dor de suas inúmeras fraturas já o havia deixado quase dormente, mas com o impacto no chão, os ossos estalaram, e um pé calçando um sapato de couro pisou pesadamente sobre seus dedos trêmulos.

— Você acha mesmo que é digno de tocá-la? — disse Kylen, esmagando as costas da mão dele com o pé.

O guarda do lado de fora da porta de ferro havia desaparecido em algum momento. Dentro e fora da cela, e até mesmo por todo o corredor, o silêncio era tão absoluto que se podia ouvir o cair de uma agulha.

— Se não fosse por mim, Alícia nunca teria entrado para a Família Lourenço — Kylen encarou Alcides de cima a baixo com um olhar de desdém, esmagando os ossos da mão dele sob a sola do sapato, como se pisasse em uma mera formiga.

Quase desmaiando de dor, Alcides sentiu o coração disparar de maneira inexplicável ao ouvir o nome de Alícia sair da boca de Kylen.

Era como se esse nome fosse um segredo obscuro, vazando das profundezas reprimidas da alma do outro homem.

— O que... o que você quer dizer? — perguntou ele, rangendo os dentes, com a voz falha e a respiração por um fio.

O que a entrada de Alícia na Família Lourenço tinha a ver com Kylen?

Do que diabos ele estava falando?

Ele tentou, com o que restava de suas forças, agarrar a perna de Kylen, mas recebeu um chute no estômago que o fez virar de lado.

Ele cuspiu uma lufada de sangue. Em meio à vertigem profunda, viu o olhar sombrio e gélido de Kylen revelar algo aterrorizante: — Desde o momento em que os pais dela morreram, o destino a fez minha.

A porta de ferro fechou-se com um baque sonoro.

Ao ver o carro familiar se aproximar, os olhos de Yolanda se encheram de lágrimas.

O homem desceu do veículo. Entre os três dias desde o incidente e os dez dias que o antecederam, ela já estava há treze dias sem vê-lo.

Desde que retornara ao país, nunca havia passado tanto tempo afastada dele.

Antes, bastava dizer que estava sem apetite, e ele, por mais ocupado que estivesse, arranjava tempo para acompanhá-la em uma refeição. Porém, com o tempo, essa tática deixou de funcionar, forçando-a a criar outras estratégias, muitas vezes prejudicando a si mesma.

— Kylen — Yolanda ergueu o olhar para o homem parado sob o pórtico. A saudade em seu coração transbordou, e ela sentiu um impulso imenso de atirar-se em seus braços.

No entanto, lembrou-se do dia em que atraiu Alícia até a Mansão Ocidental e tentou abraçá-lo quando ele olhava para a outra. A forma implacável como fora repelida ainda lhe causava calafrios.

— Quase morri de preocupação nesses últimos três dias. Fico tão feliz por você estar bem — disse ela, encontrando o olhar sombrio e insondável dele e desatando a chorar baixinho.

— Como eu poderia não estar bem? — retrucou Kylen, de maneira ambígua.

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