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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 299

— Não queria ver a Alícia? — perguntou Sylvia, caminhando de modo um tanto irregular até se aproximar do homem e enlaçar os braços em volta do pescoço dele.

— O que você quer que eu faça por você? — perguntou o homem, repelindo bruscamente as mãos de Sylvia com um olhar sombrio e hostil.

— Nada de mais. Só o fato de você não ser tão frio comigo já me deixa plenamente satisfeita. — respondeu a mulher, tornando a entrelaçar as mãos no pescoço dele.

...

Naquele dia, ocorria uma meia maratona no parque ecológico, e Alícia era a jornalista escalada para cobrir o evento. Antes mesmo que o carro se aproximasse do local, observar de longe os homens e mulheres que participariam da corrida já lhe enchia de uma vibrante energia vital.

Durante a prova, Alícia bebia uma garrafa de água. Não muito distante, havia um idoso recolhendo garrafas vazias. Ela tomou o terço de água que restava, caminhou até ele e entregou-lhe a garrafa vazia.

— Muito obrigado. — agradeceu o idoso.

Alícia sorriu gentilmente e balançou a cabeça.

De repente, um calafrio inexplicável percorreu-lhe o corpo, um pressentimento obscuro de que algo estava para acontecer.

— Meu Deus! O Kylen está sendo investigado criminalmente! — exclamou alguém ao lado, exatamente naquele momento.

— O que foi? O que aconteceu?

Algumas pessoas aglomeraram-se para ler as notícias nos celulares.

— Estão dizendo que ele escondia drogas, e até que alguém morreu de overdose de substâncias ilícitas dentro da boate dele...

...

Cinco minutos antes.

No quarto de hospital, a enfermeira segurava a roupa de Yolanda e fechava a cortina ao redor da cama, preparando-se para ajudá-la a se trocar.

Yolanda cravava um olhar frio na silhueta da enfermeira que puxava a cortina.

Ela fez uma ligação.

A pessoa do outro lado levou um bom tempo para atender.

— Foi você, não foi? — confrontou Yolanda, indo direto ao ponto.

— Fui eu o quê? — retrucou Alcides Lourenço, num tom indolente e arrastado.

— O Kylen jamais se meteria com esse tipo de coisa. Foi você, não foi? — perguntou Yolanda, baixando o tom de voz.

— Yolanda, as pessoas mudam. Sem falar que aquele carregamento nas docas da zona oeste foi aprovado e assinado pelo Kylen. Está escrito em preto no branco. O que eu tenho a ver com isso? — respondeu Alcides, rindo.

— Ah, é? Não pense que eu não sei os esquemas que você anda armando com aquela gente da fronteira. — rebateu Yolanda, lutando para conter as emoções frenéticas.

Do outro lado da linha, Alcides cerrou ligeiramente os olhos, adquirindo uma aura sombria e aterradora.

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