Entrar Via

Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 276

Enrique pegou a chave do carro, abriu a porta e, ao jogar a chave no porta-objetos, preparava-se para dar a partida quando viu algo pelo canto do olho.

— Que po... Alicinha! — Enrique apertou o peito com força, o coração disparado.

— Dirige.

Alícia estava encolhida no espaço diante do banco do passageiro, os cabelos pretos soltos, encarando-o com olhos avermelhados e sem expressão.

Ele achou que tinha visto um fantasma em pleno Ano Novo; quase morreu de susto.

Enrique não tinha o hábito de trancar o carro na garagem, mas quem diria que essa menina aproveitaria a brecha!

— Dirige. — Alícia o apressou com o rosto fechado.

Apesar da braveza, aquele rostinho pálido e sem sangue despertava uma piedade inexplicável.

Lembrando-se do que acontecera pela manhã, Enrique franziu a testa. Tendo visto Alícia crescer como uma irmãzinha, seu coração apertou.

Seu tom suavizou:

— Eu não posso te levar para fora.

— Primeiro, eu não ganho do Kylen na briga. Segundo, não faria nada para traí-lo. Seja boazinha, escuta o seu irmão aqui, volta lá. O que o Kylen promete, ele cumpre. Ele sempre honra a palavra.

O peito de Alícia estava sufocado de amargura.

— Finge que não me viu, só dirige, Enrique, rápido!

Kylen mantê-la em cárcere privado era honrar algo com ela?

Enrique apertou o volante, olhou de relance para fora da janela e suspirou, sem coragem de encarar os olhos de Alícia.

— Desculpa.

Ele se inclinou um pouco e estendeu a mão para apertar o botão de destravamento; a porta se abriu automaticamente.

Alícia olhou para trás e viu Kylen caminhando na direção deles com passos largos, a expressão fria e indiferente.

O coração dela disparou. Ela puxou a porta para fechar e, ao mesmo tempo, se lançou sobre Enrique, empurrando a porta do motorista e chutando-o para fora do carro.

Não muito longe, Enrique, com o cabelo todo bagunçado, observava as costas de Kylen carregando Alícia à força de volta para o prédio principal.

Alícia permanecia imóvel nos braços de Kylen, emanando uma sensação de resignação impotente.

Enrique não suportou olhar e suspirou.

Karma, que karma!

No quarto principal do segundo andar, Kylen colocou Alícia na cama e disse com voz grave:

— O que você queria fazer? Bater o carro daquele jeito, cansou de viver?

— Não era você que queria morrer comigo? — Os olhos de Alícia estavam cheios de indiferença. — O que foi, ficou com medo?

Kylen olhou nos olhos dela. A ponta dos dedos frios tocou a gaze enrolada na mão dela, deslizando pelo osso saliente do pulso até segurar seu punho fino e delicado.

— Se você realmente quer morrer junto, ainda não é a hora.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!