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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 217

O comandante dentro do helicóptero de combate preto ouviu uma voz fria pelo fone de ouvido compartilhado:

— Apenas um navio?

— Há mais dois a três milhas náuticas de distância.

O peso principal deveria estar naqueles dois navios; Gustavo não ousaria vir aqui sem preparação.

— Mas Diretor Lourenço, fique tranquilo, mesmo se houver conflito...

Kylen viu de relance uma silhueta descendo as escadas e lembrou-se do olhar sem vida dela ao vento, quando foi feita refém na noite anterior.

Ele interrompeu friamente:

— Não é necessário conflito. Já que o Sr. Soares é tão hospitaleiro, recusar seria indelicado. Deixem passar.

Julian já havia contado a verdade sobre o sequestro de Alícia: fora obra de Weber Gonçalo.

E Weber, por acaso, procurou o informante de Gustavo entre os mercenários. O navio que deu apoio ao iate na noite retrasada pertencia a Gustavo.

Kylen caminhou a passos largos até o topo da escada, agarrou o capuz da jaqueta de Alícia e a puxou de volta, passando por ela.

— Fique lá em cima.

Do lado de fora, Gustavo desceu do helicóptero. Atrás dele, vários homens carregavam caixas de comida requintadas.

Gustavo soltou uma risada calorosa:

— O Diretor Lourenço veio de longe e eu falhei em recebê-lo. Espero que o Diretor Lourenço não leve a mal.

Alícia estava parada no topo da escada no segundo andar e ouviu a voz sempre fria de Kylen:

— O Sr. Soares é muito gentil.

Do ângulo dela, via Kylen sentado na única cadeira consertada do térreo. Sua postura era calma e nobre, com uma aura de autoridade natural que fazia o Sr. Soares, embora alguns anos mais velho, parecer inferior.

— Ouvi meus homens relatarem que trouxe uma mulher para cá. O Diretor Lourenço tem bom gosto. Deve ser aquela antiga paixão, imagino? Revisitando o lugar, revivendo o passado... o Diretor Lourenço é romântico.

— Já que o Diretor Lourenço está de partida, não vou incomodar. Da próxima vez que vier à fronteira, tem que me dar a chance de recebê-lo adequadamente.

No topo da escada, Alícia apertou os dedos com força. A luz do sol atravessou o vidro e caiu sobre seu perfil, como se, por um instante, seu sangue tivesse evaporado.

Ela virou a cabeça e olhou para a direção do quarto, sentindo o peito pesado como chumbo.

Antes de sair, Gustavo lançou um olhar de relance para a escada e riu friamente por dentro.

Enquanto o helicóptero subia, Gustavo olhou para um helicóptero civil branco voando em direção a eles não muito longe dali.

— Quem é aquele?

O subordinado ao lado pegou um binóculo, observou o helicóptero e depois relatou a Gustavo:

— É o jovem mestre da Família Simões da Cidade Linvar, Narciso.

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