Ela não desejava fazer nada que Kylen desaprovasse.
A babá olhou para Kylen em busca de ajuda e sussurrou, hesitante:
— Diretor Lourenço, por favor, convença a Sra. Arantes. Ela insiste em ir para a mesa comer, mas ficará tonta se levantar.
Ela pensou que o Diretor Lourenço também sentiria pena da Sra. Arantes e a deixaria comer na cama.
Para surpresa de todos, Kylen, sentado no sofá lidando com documentos, nem levantou a cabeça. Ele fechou a mão em punho, tossiu algumas vezes e disse:
— É um bom hábito.
Yolanda baixou os olhos, e os cantos de sua boca se curvaram levemente.
Ela sabia.
Provavelmente não existia ninguém no mundo capaz de fazê-lo quebrar as regras.
A babá a colocou na cadeira de rodas e a empurrou até a mesa.
Enquanto ela comia, Vinicius saiu para atender um telefonema. Ela fez um sinal para a babá, que entendeu, saiu silenciosamente do quarto e fechou a porta, montando guarda do lado de fora com uma expressão presunçosa.
Yolanda tomava o mingau do O Sabor da Primavera, que tinha um sabor adocicado. Ela já estava sem apetite e mal conseguia comer, mas como foi Kylen quem mandou trazer, não queria desperdiçar.
Por isso, continuou comendo.
Quando a babá saiu, ela apertou a colher e, ouvindo Kylen tossir mais duas vezes, perguntou com preocupação:
— Kylen, você está resfriado?
Nesse momento, o celular de Kylen, que estava no bolso do casaco, vibrou.
Assim que Yolanda abriu a boca, ele estava tirando o celular do bolso e olhou uma mensagem no WhatsApp.
Então, Yolanda o viu levantar-se, virar as costas e sair do quarto a passos largos, passos que a ela pareceram um tanto desordenados.
……
Hélder dirigiu o carro para dentro de um condomínio de luxo.
Coincidentemente, Narciso tinha um imóvel ali, e Hélder costumava ir buscar coisas, então o segurança o reconheceu.
Enquanto estacionava, ele disse a Alícia:
A porta do elevador se fechou lentamente, e vultos saíram da escadaria com olhares assassinos.
Hélder levou Alícia de volta no carro. Assim que o veículo parou, luzes ofuscantes de faróis iluminaram tudo de repente, e o som feroz de motores pareceu rasgar o céu noturno.
Vários homens de preto, armados com barras de ferro, saltaram dos carros.
A expressão de Hélder mudou. Ele abriu a porta, empurrou Alícia para dentro do carro e virou-se para enfrentar o ataque.
No entanto, antes que Alícia conseguisse travar a porta, a outra porta atrás dela foi aberta por fora.
Sua respiração ficou descompassada. Ela agarrou o encosto do banco com as duas mãos, chutou o agressor com força, derrubando-o, abriu a porta e correu!
Mas não conseguiu correr muitos passos; de repente, uma barra de ferro foi brandida em sua direção vinda da lateral!
As pupilas de Alícia se dilataram!
— Alícia, cuidado! — De repente, uma sombra negra a derrubou no chão, erguendo a mão para proteger a cabeça de Alícia, e essa mão foi atingida pela barra de ferro!
O rosto de Alícia ficou branco instantaneamente.
— Julian!

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