Ela não permitiria que Kylen deixasse uma mancha em sua carreira profissional.
No momento, ela não tinha opção melhor a não ser cercá-lo.
Ao retornar para sua estação de trabalho, viu de repente uma notícia surgir na área de trabalho do computador: haveria um leilão beneficente no Jardim Luz na noite seguinte.
O leilão beneficente sempre foi um evento fixo anual da alta sociedade de Cidade Linvar.
Ele era organizado em rodízio pelas grandes famílias de Cidade Linvar.
Ela se lembrava de que no ano passado fora a Família Simões, então este ano...
Alícia recitou silenciosamente os sobrenomes das grandes famílias de Cidade Linvar e parou exatamente na Família Lourenço.
Sendo assim, Kylen, como o chefe da Família Lourenço, certamente estaria presente.
No entanto, para comparecer ao leilão beneficente, era obrigatório levar um acompanhante.
Após pensar um pouco, Alícia preparou-se para enviar uma mensagem a Julian, mas logo descartou a opção ao lembrar que Julian era um grande amigo de Kylen e ficaria em uma situação delicada entre os dois.
Ela rolou sua lista de amigos para cima e para baixo, passando pelo nome de Alcides várias vezes, mas acabou clicando na janela de conversa dele.
De qualquer forma, Alcides nunca foi flor que se cheire.
— Você vai ao leilão beneficente amanhã à noite?
Pouco tempo depois de enviar a mensagem, o telefone de Alcides tocou.
— Alícia, por que essa pergunta de repente? — A voz do homem soou risonha. — Por acaso você quer ir e não encontra um acompanhante?
Alcides realmente a conhecia muito bem e era bastante perspicaz, algo que Alícia tinha que admitir.
Lembrando-se de que desta vez era ela quem precisava de um favor, Alícia adotou uma atitude mais cortês com Alcides.
— Então, você vai ou não vai amanhã à noite?
— Se você vai, eu com certeza vou. — Alcides suspirou. — Embora eu saiba que você vai por causa do Kylen, ficarei feliz em ser seu acompanhante.
Sob a luz suave, Alícia, com sua pele clara e rosada, usava um longo vestido de gala azul-noite, ombro a ombro, revelando seus ombros arredondados e lisos, e suas clavículas delicadas e bonitas.
Seus cabelos estavam soltos de forma casual, movendo-se como algas à meia-noite enquanto ela caminhava.
Como uma sereia capaz de roubar almas.
Alcides estreitou os olhos.
A pele de Alícia já era naturalmente boa e seus traços eram requintados; o maquiador não usou cores pesadas em seu rosto, apenas delineou alguns traços casuais, o que foi suficiente para deixá-la deslumbrante.
O Jardim Luz ficava no centro de Cidade Linvar, uma área nobre que mantinha a tranquilidade em meio ao caos urbano.
Alcides parou o carro e, antes que pudesse dar a volta para abrir a porta, Alícia já havia levantado a saia e descido.
Ela fechou a porta do carro com as costas da mão e ouviu a voz de Alcides, num tom indecifrável entre o riso e a seriedade, vindo de trás dela:
— Irmão, que coincidência.

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