Foi porque o corpo não aguentou o frio intenso da neve e do gelo que a febre veio; agora que a febre passou, alguns arranhões não eram grande coisa.
— Vocês chegaram na hora certa.
Nesse momento, uma senhora vestida com requinte, de postura digna e elegante, saiu de dentro da casa. O que destoava de sua imagem elegante era o avental que usava.
— Sra. Sylvia? — Alícia ficou um pouco surpresa ao ver Sylvia em casa.
Desde que ela se mudara da Mansão Lourenço, Sylvia raramente aparecia.
Sylvia aproximou-se e apoiou o outro braço de Lívia. — Fiz uma sopa, a senhora e a Alícia devem tomar um pouco.
Lívia sorriu. — Você é muito atenciosa.
Ela disse a Alícia: — Desde que não tenho me sentido muito bem, sua Sra. Sylvia vem dia sim, dia não para fazer sopas e pratos gostosos para mim. É louvável essa dedicação filial, muito melhor do que aquele seu tio que só sabe viajar para o exterior.
— Mamãe, não diga isso. É meu dever cuidar da senhora. Vamos, vamos entrar.
Sentada à mesa de jantar, Alícia aceitou a sopa quente que Sylvia lhe serviu. — Obrigada, Sra. Sylvia.
Ela tomou um gole. A sopa era densa e perfumada; ao ingeri-la, ela semicerrou os olhos de satisfação. — Está deliciosa. Os dotes culinários da Sra. Sylvia continuam ótimos.
— Se gostou, tome mais. Mamãe disse que queria que você voltasse para passar uns dias e se recuperar. Eu já estava pensando que você precisava se fortalecer, então vou ficar aqui em casa uns dias para cuidar de vocês.
Alícia sorriu e assentiu.
Sylvia acariciou o cabelo dela, com um sorriso nos olhos. — Quando a Alicinha sorri, parece muito com a mãe dela.
Alícia tomou a sopa em silêncio, sentindo os olhos aquecerem.
Tarde da noite, quando Alícia se preparava para dormir, Hélder enviou uma mensagem.
[Sra. Serra, já entrei em contato com aquele instrutor. Quer que eu te envie o WhatsApp dele?]
Ao chegar ao departamento de jornalismo, Hera passou pela mesa dela e jogou levemente um objeto para ela.
— Toma. Fiquei entediada no feriado e fui escalar a Serra Celeste. Insistiram em me dar esse amuleto, então estou te dando.
Alícia segurou com as duas mãos. Ao ouvir que era um amuleto, e ainda por cima da Serra Celeste, sabia que era algo difícil de conseguir, mesmo para quem fosse lá pedir intencionalmente.
Durante sua internação, os colegas do departamento foram visitá-la, mas Hera não foi.
Ela olhou para Hera com um significado profundo. — Me tratando tão bem assim... Será que a Hera gosta de mim?
— Você é doente! Se não quer, devolve! — O rosto de Hera ficou vermelho, como uma reação instintiva, e ela fez menção de pular para pegar o amuleto de volta.
Alícia levantou a ponta da blusa e guardou o amuleto.
— Alícia! — Nesse momento, o colega responsável pela edição aproximou-se, com ar preocupado. — O vídeo da sua entrevista com o Presidente do Grupo Lourenço foi rejeitado pelo Diretor Lourenço. Ele mandou fazer a entrevista de novo.

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