Segurando o cartão VIP que pegara de Hera, Alícia sorriu e aproximou-se do ouvido da colega:
— Na verdade, a minha plástica foi feita no útero da minha mãe.
No útero...
Então era natural!
A expressão de Hera mudou drasticamente, e ela bateu o pé, irritada:
— Alícia, sua mentirosa!
— Obrigada pelo cartão VIP. — Alícia nem olhou para trás, acenando para Hera enquanto se afastava.
Ao sair da emissora, Alícia foi a um shopping e comprou uma roupa leve, mas adequada para uma festa.
Trocou a saia curta sugerida pela vendedora por uma calça justa, que escondia perfeitamente os hematomas nas coxas. Combinou com botas de cano alto e fez uma leve alteração na maquiagem refinada, criando um visual moderno e ousado.
Em seguida, dirigiu até o Clube Pulse — um local de diversão para jovens.
Na entrada, como esperado, foi parada pelos seguranças.
Alícia, com uma mão no volante, exibiu o cartão VIP.
— Vim para a festa de aniversário do jovem mestre da Família Arantes.
Aquela noite era o aniversário de Hugo Arantes, herdeiro da Família Arantes.
A festa acontecia ali mesmo, no clube.
Além disso, o visual estiloso de Alícia deixava claro que ela estava ali para a festa. E o mais importante: o cartão VIP era o passaporte de entrada.
O segurança liberou a passagem imediatamente.
Quanto mais ela entrava, mais alta ficava a música, ensurdecedora.
Alícia pegou uma bebida da bandeja de um garçom, fingindo bebericar, enquanto seus olhos varriam a multidão de homens e mulheres em busca de Hugo.
Hugo era um playboy notório na Cidade Linvar, seu cabelo tingido de vermelho facilitava a busca.
A chegada repentina de uma beldade de alto nível à festa atraiu muitos olhares.
Homens e mulheres voltavam-se para ela.
Alícia raramente se vestia assim.
Seu corpo era escultural, com cintura fina e curvas acentuadas.
Acompanhada por alguns gritos agudos, a música parou abruptamente.
O clima no local congelou instantaneamente.
O som dos tapas na piscina também cessou.
O sangue começou a escorrer pela testa de Hugo até a bochecha, pingando na piscina e abrindo flores vermelhas na água.
— Quem é o desgraçado que quer morrer?! — Hugo berrou um palavrão e pegou uma garrafa à sua frente para revidar.
Mas, mais rápida que ele, outra garrafa atingiu sua testa!
Uma voz límpida e fria soou:
— Ainda ousa perguntar quem é? O seu pior pesadelo!
Todos os presentes prenderam a respiração. Ninguém imaginava que Hugo teria a cabeça quebrada em sua própria festa de aniversário.
Hugo cambaleou, limpou com força o sangue que cobria suas pálpebras e, através da visão vermelha, viu um rosto de beleza estonteante e anormalmente calmo.
Ao reconhecer que a pessoa à sua frente era Alícia, o rosto pálido de Hugo retorceu-se em uma expressão feroz, e seus olhos destilaram veneno.
— Ótimo. Já que não mandei te matarem naquele dia, você veio até aqui buscar a própria morte, é?

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