Entrar Via

Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 10

Segurando o cartão VIP que pegara de Hera, Alícia sorriu e aproximou-se do ouvido da colega:

— Na verdade, a minha plástica foi feita no útero da minha mãe.

No útero...

Então era natural!

A expressão de Hera mudou drasticamente, e ela bateu o pé, irritada:

— Alícia, sua mentirosa!

— Obrigada pelo cartão VIP. — Alícia nem olhou para trás, acenando para Hera enquanto se afastava.

Ao sair da emissora, Alícia foi a um shopping e comprou uma roupa leve, mas adequada para uma festa.

Trocou a saia curta sugerida pela vendedora por uma calça justa, que escondia perfeitamente os hematomas nas coxas. Combinou com botas de cano alto e fez uma leve alteração na maquiagem refinada, criando um visual moderno e ousado.

Em seguida, dirigiu até o Clube Pulse — um local de diversão para jovens.

Na entrada, como esperado, foi parada pelos seguranças.

Alícia, com uma mão no volante, exibiu o cartão VIP.

— Vim para a festa de aniversário do jovem mestre da Família Arantes.

Aquela noite era o aniversário de Hugo Arantes, herdeiro da Família Arantes.

A festa acontecia ali mesmo, no clube.

Além disso, o visual estiloso de Alícia deixava claro que ela estava ali para a festa. E o mais importante: o cartão VIP era o passaporte de entrada.

O segurança liberou a passagem imediatamente.

Quanto mais ela entrava, mais alta ficava a música, ensurdecedora.

Alícia pegou uma bebida da bandeja de um garçom, fingindo bebericar, enquanto seus olhos varriam a multidão de homens e mulheres em busca de Hugo.

Hugo era um playboy notório na Cidade Linvar, seu cabelo tingido de vermelho facilitava a busca.

A chegada repentina de uma beldade de alto nível à festa atraiu muitos olhares.

Homens e mulheres voltavam-se para ela.

Alícia raramente se vestia assim.

Seu corpo era escultural, com cintura fina e curvas acentuadas.

Acompanhada por alguns gritos agudos, a música parou abruptamente.

O clima no local congelou instantaneamente.

O som dos tapas na piscina também cessou.

O sangue começou a escorrer pela testa de Hugo até a bochecha, pingando na piscina e abrindo flores vermelhas na água.

— Quem é o desgraçado que quer morrer?! — Hugo berrou um palavrão e pegou uma garrafa à sua frente para revidar.

Mas, mais rápida que ele, outra garrafa atingiu sua testa!

Uma voz límpida e fria soou:

— Ainda ousa perguntar quem é? O seu pior pesadelo!

Todos os presentes prenderam a respiração. Ninguém imaginava que Hugo teria a cabeça quebrada em sua própria festa de aniversário.

Hugo cambaleou, limpou com força o sangue que cobria suas pálpebras e, através da visão vermelha, viu um rosto de beleza estonteante e anormalmente calmo.

Ao reconhecer que a pessoa à sua frente era Alícia, o rosto pálido de Hugo retorceu-se em uma expressão feroz, e seus olhos destilaram veneno.

— Ótimo. Já que não mandei te matarem naquele dia, você veio até aqui buscar a própria morte, é?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!