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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 552

POV: SKY BITTENCOURT

Eu estava começando a desconfiar de que meu filho tinha decidido transformar meu corpo em um parque de diversões.

E olha que o feijãozinho nem tinha nascido!

Passei a mão pela barriga, que continuava praticamente igual, embora eu tivesse a impressão de estar inchando a cada cinco minutos. Minhas pernas doíam, meus seios estavam sensíveis e meu estômago parecia ter desenvolvido uma implicância pessoal com qualquer coisa que eu tentasse comer.

Sem contar o sono.

Meu Deus, o sono!

Eu dormia, acordava cansada, comia alguma coisa e sentia vontade de dormir novamente. E, quando finalmente conseguia ficar acordada por mais de uma hora, precisava correr para o banheiro porque o estômago resolvia devolver o pouco que eu tinha conseguido engolir.

— Você está acabando com a mamãe, sabia? — murmurei, acariciando a barriga. — E ainda nem tem tamanho para fazer tanta bagunça.

Sorri sozinha.

Apesar de tudo, eu estava feliz por ter aquele pedacinho de vida crescendo dentro de mim.

Meu feijãozinho.

Só queria que o pai dele estivesse ali.

Rocco continuava internado, e a saudade que eu sentia chegava a doer. Queria ouvir aquela voz arrogante, reclamar das provocações dele e contar que seríamos pais. Queria ver a reação quando descobrisse que, enquanto ele dormia, eu estava aqui, conversando com uma barriga praticamente inexistente.

— Seu papai precisa acordar logo — sussurrei. — Porque a mamãe não está dando conta de tudo sozinha.

Meu celular começou a tocar.

Olhei para a tela e vi o nome de Christian.

Atendi imediatamente.

— Christian? Aconteceu alguma coisa?

— Calma, Sky. Está tudo bem.

— Então por que você está me ligando desse jeito?

Ele riu.

— Desse jeito como? Eu só liguei.

— Pois é. E eu sou uma mulher grávida, emocionalmente instável e com um namorado internado. Tenha consideração!

— Está bem, está bem. Liguei para te dar notícias do Rocco.

Sentei-me imediatamente.

— Fala!

— Conversei ontem com os médicos. Ele está fora de perigo, os pulmões estão respondendo muito bem ao tratamento e não encontraram sinais de sequelas permanentes.

Levei a mão à boca.

— Sério?

— Sério. Eles vão começar a retirar a sedação. Não sabemos exatamente quando ele vai despertar, mas a recuperação está indo muito bem.

Meus olhos se encheram de lágrimas.

— Ai, meu Deus, Christian...

— Ei, nada de chorar.

— Eu estou feliz, seu idiota!

Ele soltou uma gargalhada.

— Você e seu namorado realmente foram feitos um para o outro.

Ri, enxugando as lágrimas.

— Obrigada. De verdade.

— Não precisa agradecer. Só quis te avisar pessoalmente. Eu poderia ter pedido para Moon contar, mas ela estava com outras coisas para resolver.

Ergui uma sobrancelha.

— Ah, sei. Outras coisas, né?

— Sky...

— Não falei nada!

— Eu conheço esse tom.

— Que tom? Sou uma mulher inocente.

— Claro que é.

Sorri.

— Christian?

— Oi.

— Obrigada por cuidar dele.

Houve uma pequena pausa.

— Ele é como se fosse meu irmão, Sky. Sempre vou cuidar dele.

Meu peito apertou.

— Eu sei.

— E, se precisar de qualquer coisa, pode me ligar. Está bem?

— Está bem.

— Se cuida.

— Você também. E cuida da minha irmã!

— Pode deixar.

Desliguei com um sorriso enorme.

Christian tinha uma aparência tão séria que, às vezes, parecia estar permanentemente participando de uma reunião de negócios. Mas, quando queria, conseguia ser uma das pessoas mais gentis que eu conhecia.

E pensar que eu já tinha ficado intimidada por aquele tamanho todo!

A notícia sobre Rocco melhorou meu humor imediatamente.

Meu Senhor Arrogante estava melhorando.

Finalmente!

Eu estava procurando uma posição confortável no sofá quando ouvi a porta se abrir.

Moon entrou primeiro, seguida por Sakura.

Ergui a cabeça.

— Uai, mas vocês já voltaram?

Minha irmã começou a rir.

— Já.

— Nossa! Nem deu tempo de eu subir numa cadeira para trocar uma lâmpada!

Sakura fechou a porta.

— Sky!

— O quê? Eu estava brincando!

Moon cruzou os braços.

— Ficou para hoje à noite.

Franzi a testa.

— O quê?

— O que a gente precisava resolver.

Olhei de uma para a outra.

— Então vocês não vão me contar?

— Não — Sakura respondeu.

— Por quê?

Moon sorriu.

— Porque é surpresa.

Fiz uma careta.

— Espero que não seja para mim.

As duas começaram a rir.

— Por quê? — Moon perguntou.

— Porque eu não gosto de surpresa! Principalmente quando vocês duas ficam com essa cara de quem está aprontando alguma coisa.

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