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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 548

POV: MOON BITTENCOURT

Acordei com a sensação de que um caminhão havia passado por cima de mim.

Meu corpo inteiro estava cansado, meus músculos reclamavam quando tentei me espreguiçar e, para completar, eu estava com uma fome absurda. Abri os olhos devagar, procurando Christian ao meu lado, mas encontrei apenas o travesseiro amassado e o espaço vazio que ele havia ocupado durante a noite.

— Christian? — chamei, ainda sonolenta.

Não recebi resposta.

Sentei-me na cama e procurei minhas roupas com os olhos. Foi quando percebi a bandeja sobre a mesa próxima à cama. Havia café, suco, frutas, pães e algumas outras coisas que fizeram meu estômago reclamar.

Sorri.

Aquele homem não existia.

Ouvi um barulho vindo do banheiro e virei a cabeça. Christian apareceu alguns segundos depois, terminando de abotoar os punhos da camisa social. Estava de calça preta, os cabelos perfeitamente arrumados e aquela expressão tranquila de quem havia dormido oito horas seguidas.

Eu não sabia como ele conseguia.

— Bom dia, Ratinha.

— Bom dia — respondi, esfregando os olhos. — Que horas são?

— Oito.

Demorei alguns segundos para compreender.

— Oito?

— Da manhã — esclareceu, sorrindo.

Arregalei os olhos.

— OITO DA MANHÃ?

Christian soltou uma risada.

— Não precisa gritar, amor.

— Meu Deus! Eu dormi fora de casa!

Afastei o lençol, procurando meu celular.

— A Sky! Meu Deus, Christian, a minha irmã deve estar desesperada! Eu não avisei ninguém! E meu celular estava descarregado!

— Moon.

— Ela está grávida, está passando por tanta coisa, o Rocco está naquele hospital e eu simplesmente desapareci! Que irresponsabilidade!

— Ratinha.

— E se ela passou a noite inteira preocupada comigo? Meu Deus, eu sou uma péssima irmã!

Christian se aproximou da cama e segurou meu rosto.

— Você consegue ficar quietinha por cinco segundos?

Fechei a boca.

Ele sorriu.

— Obrigado. Eu avisei a Sky ontem à noite.

Pisquei.

— Avisou?

— Mandei uma mensagem dizendo que você estava comigo, que estava bem e que dormiria fora. Pedi para ela não se preocupar.

Fiquei olhando para ele.

— Você fez isso?

— Fiz.

— E ela respondeu?

— Respondeu. Disse que estava tudo bem e pediu para você descansar.

Soltei o ar e deixei a cabeça cair contra o travesseiro.

— Graças a Deus!

Christian riu novamente.

— Você realmente acha que eu deixaria sua irmã preocupada sem necessidade?

Olhei para ele.

— Você pensa em tudo, não é?

— Tento.

— Convencido.

— Organizado — corrigiu.

Revirei os olhos, mas acabei sorrindo.

Ele se inclinou e beijou minha testa.

— Tem mais uma coisa.

Christian pegou uma sacola que estava sobre a poltrona, ao lado do paletó que havia deixado ali na noite anterior, e colocou-a sobre a cama.

— O que é isso?

— Roupas limpas para você.

Abri a sacola e encontrei peças novas, ainda com as etiquetas.

— Christian!

— O quê?

— Você saiu para comprar roupas?

— Pedi para providenciarem. Não queria que precisasse voltar para casa com as mesmas roupas de ontem.

Passei os dedos pelo tecido.

— Você é impossível.

— E você está com fome. Então coma antes que comece a reclamar disso também.

Peguei um travesseiro e joguei nele.

Christian o segurou antes que acertasse seu rosto.

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