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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 508

POV/ SAKURA

Nathan examinou o cartão antes de guardá-lo.

Christian falou mais alguma coisa, apontando discretamente para ele. Nathan assentiu.

Quando os dois voltaram, tentei parecer ocupada olhando uma revista que estava sobre a mesa.

Christian parou diante de mim.

— Sakura.

Ergui o rosto.

— Oi, Cris.

Ele me examinou com uma expressão desconfiada.

— Você está precisando de material para a faculdade?

Meu sorriso ficou um pouco rígido.

— Estou.

— Sobre a história da Blackwood?

— Exatamente.

Christian olhou para Nathan, que manteve a expressão séria.

Depois voltou a me encarar.

— Espero que encontre o que precisa.

— Obrigada.

Ele assentiu, mas antes de se afastar acrescentou:

— Só tenham cuidado com os documentos antigos. Alguns são frágeis e ainda não foram digitalizados.

— Pode deixar.

Christian voltou para perto da avó.

Esperei até que estivesse longe o suficiente antes de me virar para Nathan.

— Conseguiu?

Ele assentiu.

— Consegui.

Estendi a mão.

Nathan colocou as duas mãos nos bolsos.

— Nem tenta.

— Egoísta.

— O acesso é temporário. Depois das sete, eu vou com você.

Arregalei os olhos.

— Hoje?

— Hoje.

Sorri imediatamente.

— Nathan Beaumont, você é um homem maravilhoso!

Ele arqueou uma sobrancelha.

— Descobriu isso agora?

Meu rosto esquentou.

A lembrança da noite anterior apareceu com uma rapidez absurda. Nathan percebeu, porque seu sorriso aumentou.

— Não começa — murmurei.

— Eu não falei nada.

— Você está pensando.

— Também não posso mais pensar?

Revirei os olhos e desviei o rosto, tentando esconder o sorriso.

Nathan riu baixinho.

Antes de irmos embora, aproximei-me da porta do quarto de Rocco. Não entrei, porque a equipe ainda estava realizando alguns procedimentos, mas consegui vê-lo através do vidro.

Ele permanecia imóvel na cama, cercado pelos equipamentos de monitoramento. A visão apertou meu peito. Eu me lembrava perfeitamente de sua arrogância, das discussões com Sky e da maneira como os dois conseguiam transformar qualquer conversa em uma competição.

Nunca imaginei que sentiria tanta falta de ouvir aquele homem reclamando de alguma coisa.

Apoiei a mão no vidro por um instante.

— Acorda logo, seu exibido — murmurei.

Nathan se aproximou e permaneceu ao meu lado.

— Ele vai melhorar.

Assenti, engolindo a vontade de chorar.

Quando nos despedimos, Helena ainda estava conversando com Ravi. Christian acompanhou a avó até as poltronas, enquanto Heitor permanecia ocupado com assuntos administrativos.

Lorenzo não apareceu durante nossa visita.

No caminho até o elevador, voltei a pensar na maneira como Christian evitara mencionar Moon diante da própria avó.

Eu conhecia o suficiente daquela família para saber que o sobrenome Bittencourt provocava reações desagradáveis em algumas pessoas. Heitor tinha deixado isso muito claro quando expulsou Sky da UTI.

Mas Helena parecia uma mulher gentil.

Por que Christian esconderia dela o nome da própria noiva?

Apertei a alça da bolsa e acompanhei Nathan até o estacionamento.

Precisava conversar com Moon sobre algumas coisas.

Só não sabia ainda como fazer isso sem deixá-la preocupada.

POV: SAKURA

Nathan saiu do estacionamento do hospital pouco depois do meio-dia. O movimento nas ruas estava intenso, e o sol atravessava o para-brisa, aquecendo minhas pernas apesar do ar-condicionado ligado.

Eu estava com fome, cansada e tentando organizar as informações que havia reunido naquela manhã. Entre Gael, as movimentações financeiras, a sedação de Rocco e o comportamento de Christian diante da avó, minha cabeça parecia ter passado horas trabalhando sem descanso.

Nathan também estava cansado. Percebi pela maneira como esfregava a nuca sempre que parávamos em algum semáforo e pelas olheiras discretas que apareciam quando a luz atingia seu rosto.

— Você dormiu alguma coisa depois que me deixou em casa? — perguntei.

Ele me olhou rapidamente.

— Um pouco.

— Quanto?

— O suficiente.

— Isso não é uma resposta.

— Você também não dormiu direito.

Fiz uma careta.

— Estamos falando de você.

— Claro. Quando é sobre mim, você pode fazer interrogatório.

— Exatamente.

Nathan sorriu e voltou a atenção para a rua.

Fiquei observando seus cachos loiros durante alguns segundos. Na noite anterior, ele tinha me levado para casa depois da discussão no Ambrosia. Eu saíra do carro antes que ele pudesse terminar o que pretendia dizer, e agora estávamos juntos novamente, discutindo sobre horas de sono como se nada tivesse acontecido.

Era estranho.

Mais estranho ainda era perceber que eu gostava daquela convivência.

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