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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 497

💜 NOTA DA AUTORA 💜

Genteee, vi alguns comentários de vocês dizendo que esperavam um Nathan mais intenso. 👀🔥

Mas quero que entendam uma coisinha: NATHAN AINDA ESTÁ EM PROCESSO DE ACEITAÇÃO! Ele passou anos tentando negar o que sente pela Sakura, e agora está começando a se permitir viver isso.

E, na minha opinião, NATHAN É UM DOS HOMENS MAIS INTENSOS DESSA HISTÓRIA! 🔥❤️ Só que existe um detalhe muito importante: ELE É COMPLETAMENTE APAIXONADO POR ELA E NÃO QUER MACHUCÁ-LA!

Lembram quando ele disse que a pele dela era perfeita e que não queria machucá-la? E QUE ELE SE CONSIDERA UM MONSTRO IGUAL O PAI! TEM MUITOS MEDOS E FANTASMAS. POIS É!!!

Então, guardem isso! 🥹❤️

Ele pode ser intenso, possessivo e perder o controle, mas, com Sakura, existe um cuidado muito especial.

A VIRADA DE CHAVE AINDA VAI ACONTECER! 👀🔥 Por enquanto, prestem atenção nesse lado dele e em como o amor influencia suas atitudes.

E me contem: VOCÊS ESTÃO GOSTANDO DE CONHECER ESSE casal?? 💜 -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

POV: SAKURA

Fiquei quieta com a cabeça apoiada no peito de Nathan, ouvindo a respiração dele desacelerar aos poucos enquanto sua mão percorria meu ombro num carinho preguiçoso. Os dedos subiam até meus cabelos, afastavam alguns fios grudados na minha pele e desciam novamente pelo braço. O coração ainda batia forte debaixo da minha orelha, embora já estivesse muito mais tranquilo do que alguns minutos antes.

Aquilo, por si só, já era estranho.

Não estar numa suíte do Ambrosia com ele depois de tudo que tinha acabado de acontecer. Não o fato de meu vestido estar amarrotado, meu cabelo provavelmente parecer ter enfrentado um furacão e minhas pernas ainda demorarem um pouco para lembrar que tinham uma função além de tremer.

O estranho era o silêncio.

Nathan e eu não sabíamos ficar em silêncio juntos. Ou ele me irritava, ou eu irritava ele. Às vezes fazíamos os dois ao mesmo tempo. Era uma habilidade construída durante anos de convivência, implicância, brigas idiotas, ciúmes que ninguém admitia e sentimentos que um de nós tinha coragem de confessar enquanto o outro corria deles como se fossem uma doença contagiosa.

Mas, naquele momento, estávamos apenas deitados no meio da cama desarrumada, com a iluminação baixa da suíte deixando metade do quarto na penumbra. A garrafa sobre a mesa continuava fechada, nossas roupas estavam espalhadas e o silêncio só era quebrado pela nossa respiração.

Fechei os olhos e me ajeitei um pouco mais contra ele.

Era ridículo admitir, mas eu tinha passado anos querendo aquilo. Não o Ambrosia, as algemas ou aquela cama. Muito menos a experiência que tinha vindo procurar naquela noite.

Eu queria Nathan.

Queria aqueles braços ao meu redor, a cabeça apoiada no peito dele e aquela sensação idiota de estar exatamente onde sempre quis estar, desde muito antes de entender por que queria tanto.

Foi quando me lembrei de Moon e precisei morder o interior da bochecha para não rir.

Se ele é louco, seja mais louca que ele.

A desgraçada tinha razão.

Eu tinha vindo ao Ambrosia para experimentar alguma coisa nova. Só isso. A proposta com Ares nem envolvia sexo. Eu queria descobrir se gostava daquele universo, entender algumas coisas que despertavam minha curiosidade e, quem sabe, finalmente tirar Nathan da minha cabeça por algumas horas.

Não imaginava encontrá-lo ali. Muito menos beijar um desconhecido na frente dele apenas para descobrir o que aconteceria.

Agora eu sabia.

Nathan perdia o controle.

E era maravilhoso.

Rocco, Christian e Nathan tinham alguma coisa em comum além do dinheiro, da Blackwood e daquela mania irritante de acharem que podiam resolver tudo: os três adoravam controle. Talvez fosse exatamente por isso que vê-los perdendo o controle fosse tão divertido.

Um sorriso escapou contra o peito dele. Nathan percebeu imediatamente. A mão que acariciava meu braço diminuiu o movimento, e senti o peito dele vibrar quando perguntou:

— O que foi?

Abri os olhos, mas não levantei a cabeça.

— Nada.

— Você riu.

— Não posso mais rir?

— Pode. — Os dedos dele entraram entre meus cabelos outra vez. — Mas, quando está quieta desse jeito e começa a rir sozinha, normalmente significa problema.

Dessa vez ergui o rosto. Nathan estava com a cabeça apoiada no travesseiro, os cachos loiros completamente bagunçados e os olhos verdes estreitos de desconfiança. A visão me deu vontade de rir de novo.

— Talvez eu esteja planejando transformar sua vida num inferno.

A mão dele parou no meu ombro.

— Mais?

— Você merece.

Nathan sorriu daquele jeito preguiçoso e irritante que só deixava mais evidente o quanto era bonito. Revirei os olhos e voltei a acomodar a cabeça no peito dele antes que meu cérebro começasse outra discussão comigo mesma.

O problema era que aquela noite tinha piorado tudo.

Eu esperava outra coisa dele. Não sabia exatamente o quê. Talvez mais frieza. Mais distância. Nathan frequentava o Ambrosia havia anos e era experiente naquele universo. Eu imaginava que o homem que existia ali seria completamente diferente daquele que conhecia.

E era, mas não do jeito que imaginei.

Mesmo quando assumiu o controle, continuou sendo Nathan. Prestou atenção em mim, observou minhas reações, cuidou para não me machucar e pensou até na porcaria do meu vestido. Meu corpo tinha sentido coisas que eu nem sabia que conseguia sentir, mas era justamente o cuidado misturado à intensidade que continuava voltando à minha cabeça.

Agora eu tinha um problema novo.

Como diabos encontraria outra pessoa depois daquilo?

Antes era só meu coração que não cooperava. Depois daquela noite, parecia que meu corpo também tinha escolhido um lado.

Que ótimo.

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