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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 481

POV/ NATHAN

Ela já não era a garota de dezoito anos que tinha me pedido um beijo no meio de uma fase em que não sabia o que aconteceria com o próprio corpo.

Era uma mulher.

E continuava me olhando do mesmo jeito.

Eu fazia o possível para não ficar sozinho com ela.

Funcionava até não funcionar.

A segunda vez começou com uma tempestade.

Eu sabia que Sakura odiava trovão desde criança.

Não era uma informação importante. Pelo menos não deveria ser. Só que eu sabia um monte de coisas sobre ela que não deveriam importar e importavam mesmo assim.

Naquela noite, Diego não estava em casa.

Quando ouvi o primeiro trovão realmente forte, pensei nela.

Tentei ignorar.

Peguei o telefone.

Larguei.

Andei pela casa.

Tentei trabalhar.

Outro trovão.

Cinco minutos depois, eu estava pegando a chave do carro.

Passei o caminho inteiro dizendo a mim mesmo que só verificaria se estava tudo bem.

Era uma mentira tão ruim que chegava a ser ofensiva.

Quando Sakura abriu a porta e me encontrou ali, não pareceu surpresa.

Pareceu irritada.

Ela já estava cansada de mim naquela época.

Com razão.

Eu me aproximava quando sentia que ela precisava de mim e desaparecia quando percebia que eu precisava dela.

Era uma dinâmica covarde.

Eu sabia.

Só não sabia quebrá-la.

A tempestade piorou e eu fiquei.

Não porque Sakura tivesse pedido.

Porque eu quis.

Ficamos juntos naquela noite e, pela segunda vez, todas as justificativas que eu tinha construído desapareceram.

Não havia doença para usar como desculpa.

Não havia uma garota de dezoito anos assustada com a possibilidade de morrer sem ter vivido.

Sakura estava recuperada.

Era adulta.

Sabia quem eu era.

Conhecia meus defeitos.

Conhecia minha fama.

Sabia das mulheres.

Sabia que eu tinha passado anos mantendo distância.

E ainda me queria.

Eu também queria.

A diferença era que eu sabia havia muito tempo que não se tratava apenas de desejo.

Sexo eu conseguia em qualquer lugar.

Sakura nunca tinha sido sexo.

Esse era justamente o problema.

Com outras mulheres, eu conseguia ir embora sem levar nada comigo.

Com Sakura, eu carregava até o jeito que ela respirava quando dormia.

Naquela noite, por algumas horas, parei de lutar.

Toquei nela sem pensar em Diego, no meu pai, na minha mãe, em Nash, em promessa nenhuma. Parei de decidir o que era melhor para todo mundo e simplesmente fiquei com a mulher que amava.

Foi provavelmente por isso que o medo veio tão forte depois.

A tempestade continuava do lado de fora quando tudo ficou quieto entre nós.

Sakura estava perto de mim.

Eu olhei para ela e, durante alguns segundos, consegui enxergar uma vida que nunca me permitia imaginar.

Acordar com ela.

Continuar ali pela manhã.

Parar de esconder.

Contar para Diego.

Assumir que aquilo não tinha começado naquela noite e não terminaria quando eu colocasse a roupa.

Foi aí que entrei em pânico.

Não porque tivesse deixado de querê-la.

Porque queria demais.

Levantei.

Sakura percebeu imediatamente.

É claro que percebeu.

Ela sempre percebia quando eu começava a fugir.

A expressão dela mudou enquanto eu me vestia, e eu sabia exatamente o que estava fazendo. Ainda assim, continuei.

— Isso não pode acontecer de novo.

As palavras saíram mais frias do que eu pretendia.

Sakura ficou me olhando.

— Por quê?

Eu tinha dezenas de respostas.

Porque eu tinha medo.

Porque não sabia amar alguém sem esperar que aquilo terminasse em tragédia.

Porque ainda acordava alguns dias pensando na minha mãe.

Porque tinha passado anos acreditando que tudo que tocava acabava machucado.

Porque Diego era meu irmão.

Porque Sakura era a pessoa que eu mais queria e justamente por isso eu tinha certeza de que precisava mantê-la longe.

Escolhi a resposta mais covarde.

— Você é irmã do Diego.

Eu ainda lembrava do rosto dela.

Não foi raiva primeiro.

Foi dor.

Isso deveria ter sido suficiente para me fazer voltar atrás.

Não foi.

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