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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 348

POV: CHRISTIAN

As pás do helicóptero foram perdendo a força até pararem quase por completo, cortando o barulho ensurdecedor da turbina. Soltei o meu cinto, empurrei a porta da aeronave e desci primeiro na pista do heliponto.

Virei de frente, estendi os braços e segurei a Moon pela cintura, descendo o corpo leve dela com cuidado até os pés calçados com salto fino tocarem o chão firme.

Ela estava em choque. O vento do mar batia no vestido branco dela, jogando os cabelos loiros para trás enquanto ela olhava ao redor sem saber para onde apontar os olhos verdes.

Um caminho de madeira iluminado por dezenas de tochas e luzes embutidas no piso cortava a encosta de pedras, levando direto até a entrada da propriedade. No centro do trajeto, um tapete vermelho se estendia por vários metros, com milhares de pétalas de rosas frescas espalhadas pelas laterais, criando um contraste absurdo com a escuridão da noite.

A Moon apertou os dedos no meu braço, a boca aberta, os olhos brilhando com a luz das tochas:

— Meu Deus... Christian... Meu Deus, olha isso tudo.

Sorri de lado, sentindo o peito inflar só de ver o deslumbre estampado na cara dela.

— Você tá com fome, ratinha? — perguntei, passando a mão pelas costas dela.

Ela balançou a cabeça devagar, ainda paralisada:

— Não... Eu não tô com fome ainda. Eu não consigo nem pensar em comida olhando para um lugar desses.

Ela ergueu o queixo, encarando a fachada imensa da mansão moderna, com as paredes inteiras de vidro refletindo a iluminação dourada e a imensidão do oceano logo abaixo do penhasco.

— De quem é essa casa? — ela perguntou, a voz quase sumindo.

— É da minha família — respondi, puxando-a para mais perto do meu quadril. — Mas a partir de hoje, esse lugar é o nosso refúgio.

O caseiro da propriedade se aproximou em silêncio, mantendo a postura respeitosa, e pegou a mala pequena que eu tinha trazido.

Olhei direto para o homem e dei as coordenadas com a voz firme:

— Leve a mala para a suíte principal. E recolha todos os telefones da casa e os nossos celulares. Deixe tudo guardado aqui embaixo. Ninguém atende ligação e ninguém trabalha pelos próximos três dias.

— Sim, senhor Blackwood.

O funcionário se afastou na direção do piso térreo.

Antes que a Moon pudesse dar mais um passo pelo tapete vermelho, passei um braço pelas costas dela, enfiei o outro por baixo das coxas macias e a ergui do chão em um movimento só, ajeitando o corpo dela no meu colo.

Ela soltou uma risada solta e gostosa, jogando os dois braços ao redor do meu pescoço:

— Christian! O que você tá fazendo? Não é assim que se carrega as pessoas!

— É exatamente assim que eu vou te carregar — respondi, encarando o sorriso lindo nos lábios dela.

Passei a minha vida inteira no escuro. Desde a morte da minha mãe e os anos no orfanato, eu me transformei em uma máquina de trabalhar, de acumular patrimônio e de erguer defesas para que ninguém nunca mais me visse como um garoto fraco. Eu passei anos procurando o que faltava na minha vida, achando que o dinheiro traria tudo, até entender que o que eu sempre procurei era a minha luz. A minha lua. A garota que me defendeu no pátio e que nunca saiu da minha cabeça.

E agora que eu tinha colocado as minhas mãos nela de novo, eu não ia soltar nunca mais.

Eu ia fazer aquela mulher se apaixonar perdidamente por mim, dia após dia, com a mesma intensidade com que eu a amava.

Eu nunca tinha feito nada parecido por ninguém na vida inteira, a não ser as obrigações que cumpri pelo meu pai adotivo. Para preparar essa noite, passei dias pesquisando, planejando cada detalhe e conversando com a minha psicóloga para entender como acolher a Moon depois de toda a barra pesada que ela enfrentou com as dívidas e o hospital. Eu observei cada detalhe dela na empresa, gravei cada preferência que ela soltava em conversas e montei aquele cenário para garantir que ela se sentisse a mulher mais valorizada da Terra.

O peso dela contra o meu quadril, a coxa macia roçando na minha perna e o cheiro doce da pele dela faziam o meu pau pulsar rígido e pesado por baixo da calça de alfaiataria. Eu estava faminto por ela, queimando por dentro, mas fiz questão de controlar cada fibra do meu corpo.

Aproximei os meus passos da beirada da cama e desci o corpo da Moon devagar, deixando que ela ficasse sentada sobre o edredom coberto de pétalas, bem no centro do quarto.

Fiquei de pé entre as pernas dela, segurei o queixo delicado com a ponta dos dedos e inclinei o meu rosto até a minha boca ficar a um centímetro da dela:

— Você gostou do que eu preparei para você, minha ratinha?

Ela ergueu os olhos verdes marejados, segurou a barra da minha camisa com as duas mãos trêmulas e soltou o ar quente contra os meus lábios:

— Eu nunca imaginei que alguém pudesse fazer algo assim por mim, Christian. É lindo demais.

— Você merece cada detalhe desse quarto, Moon — respondi com a voz rouca, descendo a mão para a nuca dela e sentindo o calor do corpo dela me puxar para perto. — E a nossa noite está só começando.

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