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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 345

POV: MOON

Entrei na limusine ainda sem acreditar no que estava acontecendo. O espaço interno era enorme, com luzes suaves e bancos largos de couro escuro. Um frio forte revirou o meu estômago, a pele dos meus braços arrepiou inteira e um nó de emoção apertou a minha garganta. Pisquei várias vezes para segurar as lágrimas que teimavam em querer descer.

O Christian entrou logo atrás de mim, fechando a porta pesada. Ele se acomodou no banco, bateu com a mão na própria coxa e abriu os braços:

— Vem cá. Vem aqui comigo.

Nem pensei duas vezes. Me aproximei e ele me puxou com facilidade para o colo dele, me ajeitando sobre as pernas fortes como se o meu corpo não pesasse nada.

Ele apertou um botão no painel e falou com a voz firme:

— Já sabe para onde ir. Pode seguir.

A divisória de vidro escuro subiu, nos isolando completamente do motorista na cabine da frente.

Assim que ficamos sozinhos naquele espaço reservado, o Christian segurou o meu rosto com as duas mãos e colou a boca na minha em um beijo demorado, quente e macio.

— Você é completamente louco — murmurei contra os lábios dele, acariciando os ombros largos por cima da camisa social. — Ninguém nunca fez nada parecido por mim na vida inteira.

— Isso é só o começo, ratinha — ele respondeu, a voz rouca e baixa.

— Eu tô muito feliz, Christian. De verdade.

— E eu fico feliz só de te ver assim.

Colei a minha boca na dele de novo, sentindo o calor do corpo dele aquecer o meu. Ele desceu uma das mãos para a minha perna, acariciando a pele da minha coxa por baixo do tecido fino do vestido branco, e usou a outra para afastar uma mecha do meu cabelo loiro:

— Como foi o seu dia? Conseguiu descansar antes de vir?

— Foi ótimo... Passei o dia inteiro me arrumando e pensando em você.

O Christian me encarou por alguns segundos em silêncio. Os olhos escuros brilhavam com uma intensidade diferente, quase impaciente.

— Bom... Eu planejava esperar a gente pousar na ilha para fazer isso, mas não consigo me segurar com você tão perto de mim desse jeito.

Franzi a testa, sentindo o meu coração acelerar o ritmo:

— Do que você tá falando?

Ele enfiou a mão por dentro do casaco do terno e tirou uma caixinha de veludo preto. Com os dedos firmes, abriu a tampa, revelando um anel delicado com um diamante solitário brilhando sob a luz da limusine.

O meu ar sumiu no mesmo segundo.

— Moon Bittencourt... Você aceita casar comigo?

— Eu ia — ele confirmou, alisando o meu polegar. — A gente passava as tardes juntos. Mas aí você mudou de colégio e parou de ir para as aulas lá. Pouco tempo depois, a minha mãe faleceu. Eu fui parar em um orfanato, até que o irmão do pai do Rocco me adotou legalmente e me levou para morar na Inglaterra. A minha vida mudou por completo, assumi o nome Christian Blackwood e construí tudo o que tenho hoje.

Ele segurou o meu queixo, erguendo o meu rosto devagar para me fazer olhar bem no fundo dos olhos dele:

O Christian continuou me encarando com aqueles olhos escuros e intensos, sem desviar a atenção do meu rosto por um único segundo.

— Faz dez anos, Moon — a voz dele desceu um tom, grave e pausada. — São três mil, seiscentos e cinquenta dias. Mais de oitenta e sete mil horas. Cento e vinte e quatro luas cheias que passaram no céu desde a última vez em que eu te vi naquele colégio. Eu nunca esqueci o seu rosto. Eu nunca tirei você da minha cabeça. E eu passei anos procurando por você.

O ar sumiu dos meus pulmões. As lágrimas escorreram quentes pelas minhas bochechas, caindo no tecido fino do meu vestido.

— Lembra quando você me defendeu daqueles garotos e disse que, para conseguir proteger quem a gente gosta, a gente precisava ser muito forte? — ele perguntou, com os olhos fixos nos meus. — Eu guardei cada palavra sua. Quando a minha mãe morreu e a família Blackwood me adotou, eu deixei o Philippe no passado e assumi o Christian Blackwood de vez. Eu entendi muito cedo que dinheiro é poder e que a força física impõe respeito no mundo real. Eu treinei, estudei, construí o meu espaço e fiquei forte o bastante para garantir que ninguém nunca mais pisasse em mim... ou em você.

Levantei a mão trêmula e passei os dedos pelo braço dele, sentindo os músculos rígidos e volumosos sob o tecido da camisa social. No colo daquele homem imenso, com o peito dele colado ao meu, eu me sentia tão pequena, tão delicada e, ao mesmo tempo, completamente segura.

— É... — soltei a voz em um sussurro embargado. — Você ficou muito forte.

— Eu fiquei forte e construí tudo o que tenho para poder cuidar de você — ele continuou, segurando a caixinha de veludo com o anel reluzente entre nós. — E eu vou cuidar de você para sempre. É para sempre mesmo, Moon.

Ele deslizou o polegar pela minha bochecha, secando uma lágrima:

— Se você ainda não me ama, se acha que ainda não tá apaixonada por mim, não tem problema nenhum. O amor que eu sinto por você é grande o bastante para cobrir nós dois agora. Eu vou te conquistar todos os dias da minha vida, com calma, no seu tempo. Mas a minha intenção é clara: Moon Bittencourt, você quer casar comigo? Você não precisa me dar uma resposta agora, pode pensar e responder depois, mas saiba que o meu pedido tá feito.

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