POV: MOON
Saímos do cartório direto para o Erotic Boys para dar início à comemoração oficial do casamento da Charlotte com o Arthur.
Os rapazes da equipe do bar — Luan, Dante, Gael e Samuel — tinham passado a manhã inteira numa correria danada para deixar a boate perfeita. Eles tinham pendurado luzes decorativas, organizado bandejas cheias de petiscos deliciosos e espalhado molduras com fotos engraçadas e momentos fofos do casal pelas paredes de madeira. Os quatro só tinham ido ao cartório correndo no finalzinho da manhã, em cima da hora de assinar os papéis, exclusivamente para tirar as fotos com o noivo e depois voltaram voando para abrir as portas da casa.
O ambiente estava impecável. A iluminação baixa em tons de azul e roxo deixava o salão superacolhedor, e a música tocava num ritmo animado que dava vontade de dançar logo na entrada.
A Sky chegou pouco tempo depois, acompanhada do Rocco. Ela estava deslumbrante, radiante e com um sorriso enorme no rosto. Olhei para a minha irmã tão apaixonada, olhei para a Charlotte rindo boba enquanto o brutamontes do Arthur não tirava os olhos de cima dela, e senti uma sensação de alívio e felicidade tomar conta do meu peito.
O meu pai estava reagindo muito bem no hospital e ia receber alta em breve. O projeto de arquitetura que eu e a Sky desenvolvemos com tanto suor estava em primeiro lugar na disputa do resort. A minha melhor amiga de faculdade estava oficialmente casada com o homem da vida dela, e no dia seguinte era sábado, o que significava que eu não precisava pisar na empresa.
Era uma tarde de sexta-feira absolutamente perfeita. Eu tinha todos os motivos do mundo para comemorar, soltar os cabelos e me divertir sem limites.
Fui até o balcão e pedi um drinque doce, cheio de frutas vermelhas e vodca. Em seguida, a Maressa me puxou pela mão com uma bandeja de doses de tequila, acompanhadas de sal e fatias de limão.
— Um brinde à mulher que teve coragem de casar com aquele ogro! — a Maressa gritou, erguendo o copinho com as unhas pretas cheias de anéis.
— Um brinde! — gritei de volta, virando o líquido de uma vez só.
O álcool queimou gostoso na minha garganta, espalhando uma onda de calor que subiu direto para a minha cabeça.
Puxei a Charlotte e a Maressa para o meio da pista de dança improvisada. Nós três começamos a dançar juntas, rindo alto de qualquer besteira, jogando os braços para o alto e acompanhando as batidas graves da música. A Maressa fazia passos doidos e cheios de pose gótica, enquanto a Charlotte rodopiava segurando a saia do vestido, parecendo uma princesa estabanada. A gente cantava as letras aos berros, sem a menor vergonha de quem estava olhando, comemorando aquela amizade que tinha nascido nas salas de aula da faculdade.
Depois de mais duas rodadas de drinques coloridos e uma dose generosa de uísque, o meu corpo começou a ficar mole e as luzes do teto pareciam girar em câmera lenta.
Me despedi das meninas na pista e caminhei cambaleando de leve até uma banqueta alta perto do balcão. Sentei, apoiei os cotovelos na madeira escura e tirei o celular da bolsa com os dedos um pouco desajeitados.
A saudade do Senhor C apertou o meu peito no mesmo segundo. O álcool sempre deixava a minha coragem três vezes maior do que o normal.
Abri a nossa conversa e comecei a digitar, rindo sozinha para a tela brilhante:
"vc sumiu o dia todo... ja q vc n pd me ver hj, eu to bebendo p sonhar c vc"
A resposta dele não demorou trinta segundos para aparecer:
"Você tá bebendo, garota? Dá para ver pelos seus erros de digitação. Para com isso agora e vai para casa."
Fiz um bico manhoso com a boca e decidi implicar com ele. Bêbada do jeito que eu estava, tive a brilhante ideia de puxar uma brincadeira:
"n vou p casa nada! vamo j**a um jogo... duas verdades e uma mentira. se vc acertar, eu penso se vou embora."
O aplicativo indicou que ele estava digitando.
"Moon, não inventa. Pede um carro e vai descansar."
Insisti, digitando bem rápido para ele não fugir:
"1. eu to a mulher mais linda dessa festa. 2. eu to completamente bebada. 3. eu nao to com saudade de vc."
A mensagem dele veio no mesmo instante:


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Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário