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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 308

(PERDÃO-- POSTEI ESSE CAPÍTULO ERRADO- Esse capítulo é O 331 antes do anterior 332- ok) - Vou corrigir... DESCULPEM!!!

POV/ SKY

— Olha, minha senhora... vou te falar uma coisa com a experiência de quem trabalhou anos na sede da empresa, anos na casa da família dele e agora aqui neste prédio, que por sinal é todinho dele. Eu conheço o senhor Rocco há muito tempo.

Ele apoiou as mãos na bancada e olhou nos meus olhos com bastante firmeza.

— O senhor Rocco nunca trouxe nenhuma mulher para este apartamento. No máximo alguns colegas de diretoria para tratar de negócios, mas ele nunca desceu de mãos dadas com ninguém, nunca olhou para ninguém do jeito que olha para a senhora e ninguém nunca pisou aqui tantas vezes. Se tem uma certeza que eu tenho nesta vida, é que aquele rapaz gosta da senhora de verdade.

Um calor gostoso se espalhou pelo meu peito.

Senti um alívio gigante bater no meio do estômago e abri o maior sorriso do mundo.

— Ai, seu porteiro...

Coloquei a mão no peito.

— Muito obrigada por essas palavras!

Estendi a mão para ele.

— O senhor ganhou uma defensora para a vida inteira!

Parei.

— Qual é o seu nome mesmo?

— Edson.

— Então tá combinado, seu Edson! Eu sou a Sky.

Sorri.

— Mas para mim o senhor vai ser o Edinho.

Apontei para ele.

— A partir de hoje, Edinho. Não tem volta.

— Até mais, dona Sky, tenha um bom dia!

— Até mais, Edinho!

Saí pela portaria quase flutuando, com passos leves na calçada.

Chamei um carro pelo aplicativo e entrei no banco de trás, ajeitando a saia no assento. O motorista estava com o rádio ligado bem baixinho em uma estação sertaneja, tocando a canção "Tudo Que Você Quiser", do Luan Santana. A melodia foi preenchendo o silêncio do carro e eu fiquei prestando atenção na letra desde o comecinho:

"Tem dias que eu acordo pensando em você

Em fração de segundo, vejo o mundo desabar

Aí que cai a ficha que eu não vou te ver

Será que esse vazio um dia vai me abandonar?

Tem gente que tem cheiro de rosa, de avelã

Tem o perfume doce de toda manhã

Você tem tudo Você tem muito

Muito mais que um dia eu sonhei pra mim

Tem a pureza de um anjo querubim"

Parei por um segundo e quase soltei uma risada alta.

Pureza? Onde? O Rocco não tinha nada de anjo querubim.

Aquele homem estava muito mais para um demônio gostoso do sexo, um verdadeiro devorador de almas entre quatro paredes. Só de lembrar da pegada firme dele na cama e do jeito possessivo dele, um arrepio pecorre minha espinha, senti as minhas bochechas pegarem fogo.

Passei as duas mãos no rosto, abafando a vergonha.

— Para com isso, Sky — resmunguei baixinho. — Que pensamento indecente é esse no banco de trás do carro? Foco!

A música continuou avançando na voz do cantor:

"Eu trocaria tudo pra te ter aqui

Eu troco minha paz por um beijo seu

Eu troco meu destino pra viver o seu

Eu troco minha cama pra dormir na sua

Eu troco mil estrelas pra te dar a Lua

E tudo que você quiser"

Apoiei o cotovelo na janela, suspirando fundo. Pior que a música tinha toda razão. Eu tinha acabado de jogar todo o meu orgulho no lixo para me meter naquela loucura toda.

Aceitei a história do casamento de mentira com a Jussara e abri mão de toda a minha paz mental só para não perder os beijos daquele bruto.

— Falou comigo, moça?

O meu coração deu um pulo na garganta.

— Não, não, moço! — Senti o meu rosto esquentar na mesma hora. — Desculpa! Tô só falando sozinha mesmo!

O homem desviou o olhar com rapidez para a pista, com a cara de quem preferia não tentar entender a maluquice da passageira.

Eu me encolhi no assento, olhando os prédios passarem pela janela ensolarada.

E sorri.

Nada neste mundo conseguia tirar a minha paz hoje.

Bom...

Talvez uma mensagem da Jussara.

Mas fora isso?

Paz absoluta.

O carro parou na frente do meu prédio alguns minutos depois. Paguei a corrida pelo próprio aplicativo, me despedi do motorista e saltei na calçada, subindo direto para o meu apartamento.

Assim que destranquei a porta e entrei na sala, dei de cara com a Mon terminando de calçar os sapatos na beirada do sofá, já arrumada para sair.

— Olha só quem resolveu dar as caras — a Mon ergueu os olhos com um sorriso zombeteiro. — Achei que eu ia ter que chamar a polícia para ir bater na cobertura daquele homem para te resgatar.

— Deixa de ser exagerada — dei uma risada, deixando a bolsa em cima da mesa. — Eu avisei que vinha.

— E chegou bem na hora. A Sakura acabou de me mandar mensagem avisando que já tá a caminho do restaurante para encontrar a gente.

— Ela adiantou sobre o que quer conversar? — perguntei, indo até o espelho da sala para checar o batom e dar uma ajeitada rápida no cabelo.

— Disse que quer alinhar os detalhes dessa última etapa do projeto do resort — a Moon respondeu, levantando e pegando a bolsa dela. — Como teve aquela reunião da diretoria na empresa hoje cedo, o Diego deve ter adiantado alguma coisa dos bastidores para ela. A gente precisa sentar, colocar as ideias no lugar e montar a estratégia perfeita para não dar brecha nenhuma para as outras equipes. Agora é a fase final, quem levar a melhor nessa entrega garante o contrato.

— Com certeza — concordei, sentindo o sangue correr mais rápido com a empolgação do trabalho. — A gente se esforçou demais para chegar até aqui em primeiro lugar. Não vamos deixar essa vaga escapar por nada.

Peguei a minha bolsa de novo, dei uma última conferida na chave e olhei para a Moon.

— Tudo pronto por aqui. Vamos?

— Vamos nessa, porque a Sakura odeia atraso — a Moon riu, abrindo a porta da sala.

Saímos do apartamento, trancamos a porta e descemos juntas para a rua, prontas para encontrar a nossa amiga e traçar o plano que ia garantir a nossa vitória definitiva naquele concurso.

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