POV: SKY
Fechei os olhos.
Claro.
Claro que ele tinha que aparecer naquele momento.
Era quase um dom sobrenatural.
Eu podia passar horas sozinha e nada acontecer.
Bastava o Rocco sair por dois minutos para eu entrar em uma discussão filosófica comigo mesma e perder uma briga para um móvel.
Olhei para ele, sentindo a minha cara queimar de vergonha.
— Você tem que parar de aparecer exatamente nesses momentos!
Ele deu um passo para dentro do quarto.
— Que momentos?
— Nesses momentos constrangedores em que eu estou discutindo comigo mesma, apanhando dos móveis da sua casa ou em dúvida se passo pela porta ou não!
O Rocco encostou o ombro no portal da porta e soltou uma risada gostosa.
Um sorriso lindo iluminou aquele rosto perfeito de pintura.
Os olhos verdes dele percorreram o meu corpo da cabeça aos pés com um afeto tão sincero que, contra toda a lógica, meu coração desacelerou um pouco.
— Você é linda demais, sabia? — ele disse. — Até quando está surtando sozinha com a mobília.
— Ai, Rocco... para de deboche.
Tentei manter a cara séria.
Não consegui.
O cantinho da minha boca subiu sozinho.
De repente, a brincadeira perdeu um pouco da força.
Porque havia uma pergunta presa na minha garganta.
Ele caminhou até a beirada da cama e se aproximou de mim. Puxei o lençol para me cobrir melhor e me sentei na borda, olhando para cima para encarar o rosto dele.
— Posso te perguntar mais uma coisa? — pedi, a minha voz saindo bem mais baixa do que eu planejava.
O Rocco deu uma risada alta, se levantando do chão com a facilidade de sempre.
— Como você mandar, minha senhora.
Caminhamos juntos para o banheiro gigante da suíte dele. O Rocco encheu a banheira com água bem quente e nos afundamos ali. A água morna ajudou a relaxar cada músculo dolorido do meu corpo. Ele me lavou com um cuidado absurdo, passando o sabonete pela minha pele com calma, mas é claro que o Big Black não aguentava ver o homem sossegado por muito tempo. O membro dele já estava totalmente pronto e ereto de novo, encostando firme na minha coxa debaixo da água.
O Rocco não resistiu. Ele me puxou para o colo dele dentro da banheira e se encaixou em mim bem devagar. Eu estava meio dolorida por causa de todos os rounds anteriores, mas o movimento dele veio tão macio, tão carinhoso e ritmado que eu só consegui jogar a cabeça no ombro dele e me entregar. Foi um sexo lento, gostoso, cheio de beijos molhados na minha nuca e apertos cuidadosos na minha cintura, sem pressa nenhuma. Ele cuidou de mim do começo ao fim.
Saímos da água renovados. Ele fez questão de me secar com a toalha e me entregou uma camiseta gigante dele, que bateu no meio das minhas coxas. Fomos para a sala de jantar, onde o pacote da comida já estava esperando em cima da mesa.
Eu já estava me preparando para fazer birra por ter que comer arroz e feijão, mas paralisei assim que abri a embalagem.
O desgraçado tinha pedido a minha batata frita e a carne do hambúrguer.
O lanche veio caprichado: uma carne enorme, mas lotado de alface, tomate e coisas saudáveis para compensar, além de arroz, feijão e uma porção de batata bem crocante do lado. Olhei para a caixa e depois olhei para ele.
O Rocco me encarava com a sobrancelha erguida e aquele sorriso vitorioso que eu adorava.
Não aguentei. Me aproximei do lado dele, me inclinei e dei um beijo gostoso na bochecha dele.
— Eu te amo — falei, sorrindo.
— Eu sei — ele respondeu na hora, cheio de si, me puxando pela cintura para um selinho rápido antes de me fazer sentar.

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