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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 280

POV: SKY

Flashes daquela ligação de madrugada invadiram a minha mente. A minha própria voz ecoou na minha memória, bêbada e desesperada, dizendo que amava a boca dele, que amava o toque dele, que não conseguia viver longe dele.

Eu estava me afogando. Minha razão repetia que ele tinha mentido, que tinha feito tudo do jeito mais torto possível e que nada justificava a enganação, mas o meu corpo respondia ao cheiro amadeirado dele, ao toque quente da pele dele, ao olhar verde cravado no meu como um vício sem cura. Eu estava morrendo aos poucos sem a presença dele.

Olhei bem no fundo daquelas duas esmeraldas verdes, enxergando a dor de um homem lindo, poderoso e inabalável que tinha se curvado por inteiro na minha frente.

— Para de fugir de mim — ele pediu, a voz vindo rouca, destruída pelo desespero, os lábios roçando na minha bochecha molhada. — Deixa eu te ajudar, Sky. Por favor, fica comigo. Eu te amo, volta para mim... eu te imploro. Eu me ajoelho, faço o que você quiser, faço qualquer coisa, mas fica comigo. Por favor, volta. Volta para mim.

— Eu não quero precisar de você ou do seu dinheiro... — disse a ele, a voz embargada. — Eu quero que você me queira por eu ser quem sou, não por pena ou caridade.

— De onde você tirou isso? — ele perguntou, franzindo o cenho em aflição. — Eu só quero te ajudar, cuidar de você. Para de fugir de mim, por favor.

— Rocco... — sibilei, sem saber exatamente o que dizer.

Dentro do meu peito, o caos era completo. A voz do meu coração dizia "eu te amo", a voz da minha cabeça gritava "cuidado", e o meu orgulho berrava: "não se entrega, não se deixa levar".

Tentei silenciar todas as vozes para que restasse apenas a minha razão, mas era impossível.

— Você não precisa de mim — ele afirmou, segurando as minhas mãos com firmeza —, mas eu preciso de você. Preciso muito... Por favor, eu faço qualquer coisa.

— Eu te perdoo... — soltei a frase, o som saindo falhado no meio do choro.

— Eu te amo tanto, tanto que não consigo viver sem você — ele me disse com a voz embargada, e por um segundo não tive certeza se ele tinha me ouvido.

— Você não faz ideia do que está me dizendo... — ele sussurrou, a voz quebrada. — Eu não me importo com o seu dinheiro, com o seu sobrenome ou com esse muro que o mundo tenta colocar entre a gente. Nada disso tem valor. O meu irmão e você são o meu mundo inteiro. Ele é o meu sangue, mas você... você é o meu oxigênio. Você é o raio de luz que cortou a minha escuridão e me mostrou o que é viver de verdade. Eu menti porque tive medo de te perder antes mesmo de te ter, mas a verdade é que eu não existo sem você. Você é a minha vida, o meu único porto seguro. Me perdoa por ter sido um idiota, porque eu faria qualquer coisa neste mundo só para respirar o mesmo ar que você pelo resto dos meus dias.

— Eu te amo! — repeti, dessa vez sorrindo no meio das lágrimas, tomada por um alívio libertador no peito. — Eu te amo! — gritei.

O Rocco soltou um suspiro rasgado de alívio, e a última barreira entre nós dois virou poeira.

Sem esperar mais um segundo, a mão dele se enfiou com violência no meu cabelo ruivo, puxando a minha cabeça para a frente enquanto a boca dele abocanhou a minha com uma sede brutal.

O choque da colisão fez a minha testa bater na dele. Nossos dentes se chocaram num estalo seco, mas nada no mundo nos fez recuar. A boca dele estava quente, com o gosto forte do café que ele tinha tomado minutos atrás misturado ao sal das minhas lágrimas e ao gosto metálico do meu próprio lábio, que tinha sangrado com a pressão do impacto.

A língua dele não pediu licença; ela invadiu a minha boca com uma violência desesperada, me prensando, chupando a minha língua, enquanto a minha própria boca respondia na mesma moeda de pânico e fome. Eu apertei os lábios dele entre os meus, mordendo com força, puxando a cabeça dele para mais perto, querendo arrancar o ar do peito dele. Não tínhamos pausa para respirar. Nossos pulmões queimavam sem oxigênio, os suspiros se chocavam, e se eu morresse ali mesmo, sufocada na boca do Rocco no chão daquele elevador, eu morreria feliz.

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