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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 274

POV: SKY

Voltei para o banheiro resmungando, tomei um banho rápido, lavei o cabelo e voltei para o quarto disposta a resolver o problema da roupa.

A primeira opção foi uma blusa social branca com saia lápis preta. Vesti, olhei no espelho e balancei a cabeça na hora.

— Não. Se eu vestir branco, alguma coisa vai cair no meu peito.

— O quê? — a Moon perguntou da porta.

— Café. Molho. Ou alguma sujeira caindo do teto. Da última vez que tentei ser elegante, quase morri engasgada com macarrão.

Tirei a blusa e puxei o vestido preto. Lindo, elegante, estruturado, gola alta, uma fenda lateral e decote discreto. Calcei o salto e me olhei no espelho. Gostei por quatro segundos, até a Moon me encarar com o queixo caído.

— Você vai para uma reunião ou vai anunciar que herdou uma fortuna depois que o marido faleceu?

— Está exaggerated?

— Sky, você parece uma viúva negra rica. Quer que o Rocco pense que você passou uma hora escolhendo roupa para ele?

Tirei o vestido num sobressalto de pânico.

— NÃO! Ele não pode pensar isso!

A Moon respirou fundo.

Em um ato de desespero, montei a armadura perfeita: saia lápis preta, meia-calça escura, sapato baixo sem salto para o caso de precisar correr do homem, regata estruturada sem sutiã e um casaco social bem cortado por cima. Puxei o cabelo laranja para trás em um rabo de cavalo esticado e passei perfume suficiente para nocautear um mosquito a três metros.

— Pronto. Mulher de negócios. Séria. Competente. Inabalável e com saltos baixos para eu poder andar de pressa. — declarei.

— Você está pensando em fugir?

— Não, essa é uma roupa para uma reunião profissional.

— Você colocou sapato baixo porque disse que precisava correr.

— Estratégia.

— E esse casaco?

— Armadura.

— E esse cabelo preso?

— Controle.

— Você está maluca.

— Estou preparada.

Peguei o perfume e passei. Muito perfume. Perfume suficiente para matar um mosquito a três metros.

Olhei para o espelho.

— Pronto — murmurei.

A Moon olhou para mim.

— Você está bonita.

— Obrigada.

— Parece que vai processar alguém.

— Melhor ainda.

Peguei a bolsa e fui até a porta. Coloquei a mão na maçaneta. Parei. Voltei e corri até o espelho.

— Meu cabelo está torto?

A Moon me olhou como quem estava prestes a pedir ajuda médica.

— Não.

Voltei para a porta. Mão na maçaneta. Parei.

— E se o casaco estiver estranho atrás?

— Sky.

— Só estou conferindo.

Voltei ao espelho. Nada. Perfeito.

Porta. Mão. Girei. Abri. Fechei. Voltei.

— Minha bolsa!

A Moon abriu os braços.

— Essa ai que está no seu braço? — perguntou apontando para mim.

— E o meu Celular?

— Na sua mão.

Olhei para a minha mão. O celular estava ali.

— Certo.

Voltei para a porta. Abri. Dei dois passos. Parei. Virei.

— E se eu tiver esquecido a minha dignidade?

A Moon me encarou.

— Essa você perdeu faz anos.

— Não precisava ser cruel.

— Vai!

Saí. Dei dois passos no corredor e voltei.

— O que foi agora?

— Nada.

— Então por que voltou?

— Queria ter certeza de que você ainda estava aí.

— Por quê?

Isso. Perfeito. Ele já devia ter ido embora. Problema resolvido.

Espera aí.

E se ele não foi embora?

E se ele estiver me esperando na sala, de braços cruzados, encarando a porta com aquele olhar que faz o meu sangue gelar?

Pressionei os lábios.

Será que... será que ele me mandaria embora?

Franzi a testa. Não. Ele não me mandaria embora. O projeto da Zenitê foi elogiado, a maquete passou, nós estamos no topo da avaliação. Ele não jogaria o projeto no lixo só por causa de um atraso.

Arregalei os olhos.

A não ser que ele me mande embora só de birra.

Ele me mandaria embora só de birra?

Não. Ele é o dono da empresa, uma pessoa séria... Quer dizer, ele é um homem egocentrico, arrogante e muito, muito prepotente.

Ele é totalmente capaz de me mandar embora por birra!

O meu estômago deu uma volta completa.

— Meu Deus... — murmurei para a janela.

E se ele me mandar embora da sala na frente do Victor, do Gael e de todo mundo? E se ele nem olhar na minha cara e disser que eu estou fora do projeto?

Não. Pior ainda. E se ele não me mandar embora e eu tiver que encarar ele? O que é que eu vou falar para aquele homem?!

"Desculpa o atraso, Rocco, é que passei a madrugada pensando em você e gastei três horas escolhendo uma roupa que não parecesse que eu me arrumei para você?"

Não! Pelo amor de Deus!

Passei as mãos no rosto, desesperada.

Se eu chegasse e ele estivesse lá, eu precisava de uma desculpa aceitável. Uma desculpa médica. Uma desculpa cósmica. Qualquer coisa que explicasse por que uma mulher de rabo de cavalo esticado e sapato baixo estava aparecendo às nove e quarenta para uma reunião das nove.

"Eu fui picada por um inseto raro no elevador do meu prédio."

Péssimo. Ele ia pedir o laudo médico.

"O trânsito de Porto Alegre foi engolido por um buraco negro."

Ele ia checar as câmeras da cidade.

Olhei novamente para o celular.

09:19.

Fechei os olhos, sentindo o meu coração bater no pescoço.

A minha carreira estava por um fio, a minha dignidade já tinha morrido no apartamento e eu estava dentro de um táxi torcendo para o meu chefe ter ido embora, enquanto morria de medo de ele realmente ter ido e me odiar para sempre.

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SKY SENDO SKY!!

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