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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 236

POV/ MOON

— Já que você está conversando demais e com a língua tão solta, acho que vou dar uma utilidade muito melhor para essa sua boca — ele disse, a voz abafada e dominadora ecoando no ambiente.

— O quê? Como assim? — perguntei em um suspiro.

Antes que eu pudesse raciocinar, a mão dele enlaçou os meus cabelos com firmeza, sem me machucar, e me guiou em direção ao canto do quarto. Ele se sentou na poltrona de couro e me forçou a dobrar os joelhos devagar, até me ajoelhar no piso frio. Continuei ali, vestindo apenas a minha calcinha e o sutiã, encarando a sombra imponente dele.

Ajeitei o meu corpo no chão entre as pernas dele. Senti uma onda de calor subir pela parte interna das minhas coxas, fazendo o meu ventre pulsar de um jeito quase doloroso.

— Eu queria te beijar... — murmurei, olhando na direção da máscara escura.

— Se você conseguir me satisfazer do jeito certo, talvez eu pense no seu caso e te beije — ele rebateu, a mão descendo dos meus cabelos para segurar firme na minha nuca.

Ele puxou o zíper da calça com uma das mãos, abaixou a cueca e libertou o membro.

Era enorme. O quarto estava quase todo na penumbra, iluminado apenas pela réstia de luz da noite que entrava pela fresta da janela, mas a silhueta dele se destacava no breu. Ele cheirava a uma mistura quente de sabonete caro e suor limpo. Estiquei as minhas mãos de forma desajeitada para apalpar a pele firme, tentando medir a grossura. A minha mente deu um nó. Aquilo parecia quase do tamanho da minha cabeça. Como algo daquele tamanho ia caber na minha boca? Como é que isso iria caber dentro de mim depois?

O meu coração acelerou descontrolado, martelando com força contra as costelas.

— Está tudo bem? — ele perguntou.

— É que... é muito grande — tentei explicar, engolindo em seco enquanto continuava a apalpar a carne quente com os dedos trêmulos.

— Está com dúvidas se vai caber em você? — ele perguntou, passando a palma da luva na minha bochecha. — Não se preocupe, ratinha. Vai caber direitinho.

Aquela resposta não me trouxe paz nenhuma. Na verdade, me causou um susto. Pensei que ele ia me rasgar inteira, mas que faria entrar de qualquer jeito. Tentei recuar o corpo um centímetro, mas ele não permitiu, prendendo os meus cabelos entre os dedos no topo da minha cabeça para me manter ali. A espessura era assustadora. Encarei a sombra da máscara dele, piscando algumas vezes.

— Não me olha desse jeito, amor... senão eu fico excitado rápido demais — ele avisou, a voz baixando para um sussurro denso.

— Mas você nem está me vendo — murmurei.

Ver a reação dele me deu uma onda imediata de confiança. Sorri de canto contra a pele dele, feliz por perceber que estava me saindo bem naquela missão. Os meus dedos mal conseguiam fechar ao redor da estrutura inteira. Uma dúvida passou voando pela minha mente, lembrando dos vídeos que andei pesquisando na internet depois do nosso primeiro encontro: se aquilo já parecia enorme na minha mão e na minha boca, como seria quando ele decidisse me possuir de verdade? Será que o meu corpo aguentaria?

Afastei os pensamentos e foquei no momento. Abri a boca o máximo que pude e encaixei a ponta dele com um cuidado extremo, tentando não encostar os dentes em lugar nenhum.

Ele soltou outro gemido abafado, a mão dele voltando para o topo da minha cabeça para segurar os meus fios.

— Isso... continua, ratinha...

Comecei a mover a minha cabeça para a frente e para trás de um jeito desajeitado e inexperiente, engolindo até onde a minha garganta permitia. O ar faltou rapidamente. A minha garganta travou com a profundidade do movimento, o espaço ficou pequeno demais e acabou me fazendo engasgar. Soltei um tossido abafado, recuando o rosto um milímetro.

— Respira. Respira pelo nariz — ele instruiu baixinho, mantendo os dedos firmes no meu cabelo, mas dando o tempo para eu recuperar o fôlego.

Tentei novamente. Mantive os olhos bem abertos no escuro, tentando me adaptar ao ritmo enquanto a mão dele na minha cabeça guiava a intensidade, fazendo a ponta bater contra o fundo da minha garganta algumas vezes. Era difícil manter a boca aberta daquele jeito sem cansar o maxilar, mas o som dos suspiros pesados dele e a forma como o corpo dele tremia na poltrona me faziam querer entregar tudo de mim. Eu queria deixá-lo completamente satisfeito.

A cada movimento, a umidade na minha calcinha aumentava. O meu ventre pulsava sem parar e o piercing recente no meu clitóris parecia arder em sintonia com o calor do meu corpo. O gemido rouco dele começou a ecoar no silêncio do quarto, selando a nossa entrega no escuro.

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