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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 215

POV/ SKY

Olhei para éle com os olhos semicerrados de raiva latente, mas não consegui rebater. Terminei de comer pisando duro e voltei para o banheiro dele para escovar os dentes. Quando abri o armário pequeno da bancada, os meus olhos focaram em uma calcinha minha que tinha ficado esquecida ali de uma das vezes em que passei a noite naquele lugar. Aquela peça de renda tinha ficado esquecida ali.

Pequena.

Quase insignificante.

Mas bastou olhar para ela para perceber uma coisa.

Em algum momento...

aquele apartamento também tinha sido um lugar onde eu fui feliz.

Uma vontade repentina de chorar subiu pela minha garganta, mas eu engoli o nó, escovei os dentes com pressa e saí dali antes de desabar.

Ainda nem tinha começado a sessão.

Mesmo assim...

eu já tinha brigado com um elevador.

Tentado fugir pela mesma porta por onde entrei.

Conversado sozinha no banheiro.

Quase morrido engasgada com macarrão.

E isso tudo em menos de quarenta minutos.

Se aquele era o meu desempenho antes da sessão...

Deus tivesse piedade de mim quando ela finalmente começasse.

O Rocco já estava me esperando no quarto principal. O ambiente estava na penumbra, iluminado apenas por dezenas de velas espalhadas pelos cantos, criando uma atmosfera quente e cheia de sombras que trazia ainda mais memórias do nosso passado. Ele se virou na minha direção, os olhos escuros fixos nos meus.

— Tira a roupa, Sky.

Engoli em seco. Decidi que não ia me deixar abater. Eu ia ser a mulher mais sensual e perigosa que ele já tinha visto na vida. Dei um passo à frente, segurei a barra do vestido vermelho e comecei a puxá-lo para cima com movimentos lentos. O problema é que o tecido colou na minha pele por causa do óleo perfumado. No meio do caminho, o vestido embolou completamente nos meus braços e ficou preso na minha cabeça.

Eu tinha esquecido completamente que aquela droga de peça tinha um zíper invisível na lateral. Meu nervosismo tinha bloqueado totalmente a minha memória. Fiquei cega, com o pano cobrindo o meu rosto, os braços esticados para cima e totalmente presa no meu próprio figurino.

Comecei a me debater no meio do quarto, tentando puxar o pano de qualquer jeito enquanto cambaleava de um lado para o outro.

Dei mais um puxão.

Nada.

Outro.

Nada.

Girei.

O vestido girou comigo.

Parecia que nós dois tínhamos entrado numa relação tóxica.

O Rocco continuava observando tudo em completo silêncio. Mais dez segundos se passaram enquanto eu lutava contra o pano.

— Está ganhando? — a voz dele continha um tom nítido de riso.

— Não me ajuda! Eu dou conta dessa porcaria! — gritei de dentro do pano, a minha voz saindo abafada enquanto eu tentava chutar o ar de frustração.

— Tem certeza?

— Tenho! — dei mais um puxão e quase perdi o equilíbrio, tropeçando no tapete.

O Rocco soltou uma gargalhada alta.

— Não seria melhor abrir o zíper? — Ele se aproximou e os seus dedos longos procuraram o cursor de metal escondido na minha costela. Ele puxou o zíper para baixo com um estalo limpo e ergueu o vestido vermelho com facilidade, libertando a minha cabeça e jogando o pano no chão.

Porra o vestido tinha zíper e eu tinha esquecido.

Minha grande entrada triunfal de sedução tinha durado aproximadamente vinte segundos.

Ele enterrou o rosto no vão do meu pescoço, encostando o topo da cabeça nos meus fios loiros e puxando o ar devagar, respirando o cheiro do meu óleo perfumado. Fiquei estática sob o cobertor, sentindo o pulsar constante do braço dele colado ao meu pela corrente de metal.

— Que tipo de sessão é essa, Rocco? — murmurei na escuridão do lençol, a minha voz saindo rouca pela confusão mental. — Você não vai fazer nada comigo?

— É tudo o que eu quero por hoje, Sky — a voz dele ecoou baixa, vibrando direto nas minhas costas, o hálito quente aquecendo a minha nuca. Ele apertou um pouco mais o abraço, me prendendo contra o seu corpo com uma força possessiva. — Na verdade, se dependesse de mim... por todos os dias que ainda me restam.

Não respondi. O que eu falaria?

Nada.

— Fica em silêncio. Se não eu amordaço você. — afirmou mesmo diante do meu silêncio, enquanto ma abraçava mais forte.

Passei o caminho inteiro me preparando para ser forte.

Para resistir.

Para discutir.

Para não demonstrar fraqueza.

No fim...

a única coisa que ele fez foi me abraçar.

E foi justamente isso que destruiu todas as minhas defesas.

Descobri que existe um tipo de cansaço que nenhuma noite de sono resolve.

O meu não era físico.

Era o cansaço de passar dias fingindo que eu não estava despedaçada.

Talvez fosse por isso que bastaram alguns minutos nos braços daquele homem para o meu corpo desistir da guerra que a minha mente insistia em travar.

Naquela noite, o meu maior castigo não foi ficar algemada ao Rocco.

Foi descobrir que o único lugar onde eu ainda conseguia dormir em paz era exatamente nos braços do homem que mais tinha partido o meu coração.

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