( A autora está viajando dee férias e esse cap. está programado, e ele é enorme porque será o único cap. postado hoje . Aproveite e comente.)
POV/ Senhor C / Christian
Eu saí do quarto pisando leve, sentindo o sangue ainda quente correndo pelas minhas veias. Meu pau continuava duro, pulsando dentro da calça de motoqueiro enquanto a adrenalina acelerava meu coração. Eu estava completamente excitado, pensando em cada centímetro da pele daquela garota. Tive que me segurar para parar só na mordida, e não foder ela com os dedos, língua e pau.
Ahh como eu queria.
Dizem que quando você deseja alguém, tudo que você faz ou envolve essa pessoa é melhor. Com certeza é melhor.
Bem melhor!!
Meus passos travaram no início do corredor interno quando um estalo ríspido veio da fechadura da entrada principal. Alguém estava abrindo a porta do apartamento. Segurei o fôlego, recuei dois passos rápidos e me enfiei no vão escuro da sala de estar, colando as costas contra a parede para sumir da linha de visão.
Era a Sky. Ela entrou com os olhos fixos no chão. Felizmente, a arquiteta passou direto pelo meio da sala e pegou o corredor que levava para os quartos. Esperei o som da porta dela se fechar com um clique, contei dez segundos no relógio e saí dali com o maior cuidado do mundo, descendo os lances de escada sem emitir o menor ruído.
Caramba, ela quase me pegou. Pensei que fosse ficar presa, mas para minha surpresa, e talvez nem tanto, de frente para o prédio vi o carro do Rocco sob a luz fraca do poste. Me aproximei do vidro fumê e o vi batendo a própria cabeça contra o volante do veículo, totalmente transtornado e com os pensamentos perdidos na órbita da Sky.
Abri a porta do passageiro, me enfiei no banco e perguntei o que diabos ele estava fazendo ali parado daquele jeito.
Ele não se estendeu muito na resposta, apenas resmungou algo e continuou coçando a cabeça, nitidamente sufocado pelo temperamento reativo da mulher dele. Decidimos que precisávamos de uma bebida forte para conseguir conversar direito. Eu saí do carro, peguei a minha moto e partimos para o Erotics Boy.
Fomos para o balcão daquele bar, pedimos para o Arthur servir o que tinha de melhor e mais forte. Rocco me encarou, cruzando os braços de um jeito tenso, e depois coçou o maxilar.
— O que você fazia lá, Christian?
— Bom, a Moon é minha sub agora.
— Então ela foi mesmo lá no Ambrósia?
— Sim — confirmei.
— E ela é a sua Lua?
— Sim — afirmei outra vez.
— Que mundo pequeno, não é mesmo? — ele perguntou e virou o shot de uma vez só, fazendo uma careta.
— Como você sabia que eu estava de olho nela? — questionei.
— Bom, é que você me contou aquela história de uma menina que parecia uma gazela que te defendeu e que tinha o nome da Lua. E fora as vezes que você disse que estava procurando a sua Lua. Depois que conheci a Sky, ficou muito possível existir mesmo alguém que se chamava Lua. Só que ela não parece uma gazela.
Eu gargalhei da resposta dele e virei o shot.
— É, não mais. Eu assinei o contrato com o clube e repassei o adiantamento em dinheiro para ela — continuei, encarando-o nos olhos. — E o hospital do pai delas já está pago desde a semana passada. Eu fiz o depósito direto na conta da clínica assim que descobri que o velho estava internado. Eu esperei um pouco porque achei que você assumiria as rédeas e pagaria tudo de imediato, mas você foi frouxo demais. O que está acontecendo?
Rocco bagunçou os cabelos e soltou um desabafo rouco.
— Eu a amo — começou a rir e a bater o copo na mesa. — Eu a amo, e eu queria dar espaço para ela fazer da maneira que ela quisesse, porém, sei lá... — bagunçou os cabelos novamente. — Só quero ficar com ela.
— Entendi. E ela sabe sobre você e o clube?
— Sim, e por isso estamos pior agora, muito ruim. Tive que obrigar ela a fechar um contrato comigo, tenho dez sessões para reconquistar ela.
Ele parecia abatido. Rocco era realmente um homem sem escrúpulos ou pudor, então vê-lo naquela situação me deixou um pouco compadecido com a situação dele.
— Só não cometa os mesmos erros que eu cometi. Ela descobriu da pior forma possível.
— Eu vou contar. Só vou esperar esse maldito concurso de arquitetura da empresa passar para saber o que vai dar — respondi, controlando o tom. — As duas são nossas funcionárias agora, estão participando do projeto. Se por acaso elas ganharem e o pessoal descobrir quem nós somos no Ambrósia, vão dizer que foi favorecimento, que foi por causa de nós dois. Se descobrirem a nossa ligação, o talento e a carreira delas serão arruinados para sempre.
Rocco assentiu em silêncio. Nós dois sabíamos do potencial de criação daquelas irmãs.
— É claro que nós poderíamos simplesmente abrir uma empresa para elas amanhã ou dar absolutamente tudo o que elas quisessem na mão — ponderei, sentindo o gosto amargo da lembrança. — Mas elas não aceitariam. Pelo que eu vi nos documentos que os investigadores me mandaram... o pessoal do Gouveia passou a perna nelas de forma suja. Só de ouvir o nome daquele desgraçado do Victor, meu sangue ferve.
— Pode me mandar esses documentos? — Rocco perguntou.
— Sim. Me dá uma raiva absurda pensar em todas as coisas ruins que a Sky e a Moon passaram, sofrendo e passando necessidade por causa daquele roubo — pontuei. — Eu estava fora do país, tentando fazer mais dinheiro, ficando mais forte justamente para poder voltar e proteger ela. Eu precisava daquela estrutura internacional e claro que devia isso aos meus pais, eles me deram tudo.
— É, eu sei, e graças a isso sempre fui comparado com você, o que era uma merda — ele sorriu sem graça.
— Estamos juntos agora, vou te ajudar — estendi a mão para ele e ele a pegou, apertando com firmeza. — E enquanto eu estava lá fora crescendo, ela estava aqui passando por tanta dificuldade. Eu quero ajudar as duas agora, mas tem que ser de uma forma que não seja direta. Elas precisam conquistar o espaço delas. Se não, lá na frente, vão dizer que elas só conseguiram o sucesso por nossa causa.
— Eu acredito na força de vontade delas. Elas são capazes — Rocco concluiu. — Elas são incríveis.
— Aquele apartamento onde elas moram é muito capenga, caindo aos pedaços. E elas precisam de um advogado melhor para resolver o processo do pai — disse, e era verdade. — Você libertou a Sky e precisa reconquistar ela. E tudo o que envolver elas nesse aspecto você me diz e eu te digo, e vamos cuidar das nossas mulheres juntos.
— Ok, combinado. Mas a Sky custou a aceitar minha ajuda. E nem foi ajuda, foi um negócio — Rocco bufou, irritado. — Eu não sei o que fazer.
— Pare de beber — sugeri. — Não vou te carregar para casa e não precisa se preocupar com isso. Eu vou dar um jeito de conversar com a Moon para que ela faça a irmã aceitar os termos. Nós vamos resolver isso por fora.
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Agora o negocio flui né!! E se prepare o negócio vai ficar intenso!!!! 🔥🔥🔥

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