POV: MOON BITTENCOURT
Sakura e o namorado já estava me esperando enfrente ao predio.
Ele dirigiu por alguns minutos até chegarmos a fazenda.
Ele era um cara alto, consideravelmente bonito, e combinava perfeitamente com o estilo dos amigos que circulavam pelo gramado da propriedade. Assim que passamos pelas grandes portas rústicas, o som pesado da música eletrônica ecoou pelo ambiente e o movimento de dezenas de pessoas fantasiadas tomou conta do salão principal.
A primeira coisa que fiz assim que cruzamos o umbral foi enfiar a mão na bolsa de lona e puxar o iPhone de última geração para checar o visor. A tela brilhava com o registro de seis notificações perdidas. Senti meu estômago encolher com o aviso visual, mas a pressa e o medo falaram mais alto; eu não quis abrir as mensagens para ver o que era naquele momento.
Bloqueei o aparelho rápido, guardei o celular no fundo da bolsa de volta e rumei direto para a bancada do bar.
Pedi um drink forte e virei quase de uma vez, sentindo o calor do álcool descer queimando pela garganta. Logo em seguida, peguei o segundo copo e bebi mais um pouco. O líquido ajudou a anestesiar a rigidez que teimava em travar os meus ombros desde que saí de casa.
Sakura logo se misturou ao grupo de convidados, puxando o namorado pela mão, e começou a se divertir sob as luzes coloridas da pista. Eu tentava me manter discreta perto de uma das pilastras, mas depois de algum tempo uma sensação incômoda começou a pinicar a minha pele.
Uma percepção física de estar sendo observada, fez um arrepio frio subiu pela minha espinha. Corri os olhos pela multidão, desviando das fantasias de monstros, heróis e vampiros, até que a minha vista travou exatamente do outro lado do salão.
Havia uma pessoa parada perto da área dos sofás. O sujeito era muito alto, muito grande, com ombros largos que se destacavam no meio da multidão.
Ele vestia roupas de motoqueiro totalmente escuras e usava uma máscara de palhaço bizarra, com um sorriso estático e dentes pintados que me fizeram dar um passo involuntário para trás pelo susto. Fiquei encarando a figura por alguns segundos, tentando acalmar os meus batimentos cardíacos e pensando que era apenas uma brincadeira, um convidado querendo causar impacto com o visual temático.
Virei as costas e caminhei apressada em direção ao corredor dos banheiros, precisando de um minuto de silêncio para recuperar o fôlego. Tranquei-me em uma das cabines e, com os dedos trêmulos, puxei o celular de luxo de dentro da bolsa para olhar as mensagens do Senhor C.
As frases dele estavam enfileiradas no visor, ríspidas e curtas.
"Não é para você ir."
"Não saia de casa."
"Me responde."
"Te achei."
O ar sumiu dos meus pulmões na mesma hora. Meus dedos bateram no teclado com pressa, enviando a resposta imediata:" Como assim me achou?"
O retorno não demorou nem dez segundos. O visor acendeu.
"Você está muito bonita, só que você está com a roupa muito indecente. Você não acha? "
— O quê? — perguntei a mim mesma. Mas não digitei mais nada.
"Você está aqui. Eu sempre estou onde você está."
"Isso é muito estranho". Digitei de volta, o coração batendo com tanta força que eu conseguia ouvir o eco nas minhas têmporas.
"Você está com medo?". A pergunta dele surgiu na tela.
"Com certeza. Eu estou com medo". Respondi, sem tentar bancar a corajosa.
"Não seja boba, eu já dise não machucaria você. Estou apenas te protegendo."
Eu ia gritar por socorro, ia usar as unhas para rasgar a cara dele, mas uma sombra gigantesca brotou do escuro do gramado com a velocidade de um predador.
Antes que os dedos do rapaz pudessem sequer tocar o meu tecido, uma mão enorme fechou-se em volta do pulso dele como uma prensa de metal. O movimento foi de uma brutalidade cirúrgica. Houve um estalo úmido, um som nítido de osso se partindo sob uma pressão violenta e impiedosa.
O rapaz soltou um uivo desesperado de dor, os joelhos cedendo imediatamente enquanto ele caía de joelhos no gramado, segurando o braço quebrado com a outra mão. O choro de agonia dele cortou o silêncio do pátio externo.
Recuei três passos rápidos, batendo com as costas contra o tronco de uma árvore próxima, a minha respiração totalmente travada na garganta pelo choque da cena.
O homem gigante com a máscara de palhaço e roupas de motoqueiro continuava de pé bem ali, pairando sobre o corpo do convidado que gemia no chão. A imensidão física dele parecia engolir a pouca claridade que vinha das janelas.
— Cara, você está doido?! — o rapaz no chão berrou entre soluços, a voz esganiçada pelo sofrimento. — Eu só estava brincando! Que porra é essa?!
Eu não conseguia mover um único músculo do meu corpo. Fiquei estática, os olhos cravados nos contornos daquela máscara de palhaço horrível, sentindo o meu coração martelar na base do pescoço enquanto a figura gigante virava o rosto lentamente na minha direção, sustentando o silêncio mortal da noite.
— Eu disse que cuidaria de você. — O homem mascarado voicerou com a voz grossa olhando para mim.
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Esse homem não brinca em serviço né?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
#Punição??? Qual será dessa vez né!!!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário