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A vida dupla da babá: Santa de dia, Scarlat à noite romance Capítulo 74

"Érick"

Eu não sabia onde terminava o linho da minha camisa e onde começava a seda do robe dela, porque, em segundos, tudo o que importava era tocar a pele. A Lorena era um furacão incontrolável nos meus braços, e eu estava mais do que disposto a me perder com ela.

A minha urgência em possuí-la beirava o desespero. Meus beijos eram famintos, marcando o território que eu reivindiquei descaradamente durante o jantar diante de todos. O batom vermelho dela marcou a minha pele, como uma pintura modernista sobre tela que eu ostentava com orgulho enquanto minhas mãos exploravam as curvas que a lingerie abraçava sutilmente.

- Você... - Eu rosnei contra o seu pescoço, sentindo o perfume de coco, açúcar e desejo puro que emanava dela. - Você vai me deixar louco, Lorena!

- É justo, afinal você já está me enlouquecendo, Albelini. - Ela sussurrou, as unhas cravando-se nos meus ombros nus enquanto eu me livrava do resto das minhas roupas.

- O que aconteceu com a minha doce e tímida babá que antes sequer ousava me encarar? - Eu perguntei atordoado com a mulher vibrante na minha cama.

- Você não permitiu que ela fosse invisível. - A resposta dela me fez sorrir confiante.

- Ainda bem! - Eu completei.

Eu arranquei os seus sapatos e os arremessei pelo quarto, sem me preocupar com o barulho que fizeram ao aterrisar em algum lugar. Enquanto eu prendia a seus lábios aos meus, a minha língua explorando cada canto da sua boca e exigindo que ela acompanhasse o meu ritmo feroz, eu tirei o robe preto dos seus ombros e abri o sutiã.

Eu me ergui sobre ela, só para observar os meus dedos despindo a sua pele, arrastando as alças pretas daquela lingerie indecente para fora dos seus ombros e deixando os seus lindos seios maravilharem meus olhos. Eu lambi os lábios e me inclinei sobre ela. Eu beijei da base do seu pescoço até o seu sio, minha língua escovou a ponta do seu mamilo uma... duas... três vezes antes que eu o colocasse na boca e sugasse a fazendo gemer e se contorcer debaixo de mim.

E enquanto eu saboreava o doce da sua pele e a perfeição dos seus seios, minhas mãos delizavam pela sua cintura até os quadris e desatavam aqueles laços laterais provocantes da calcinha, mas sem afastá-la da pele da Lorena, antes a minha mão deslizou pelo seu ventre e desceu sobre a renda dourada, sentindo o toque daquela peça delicada no corpo da mulher que estava revirando o meu mundo. Meus dedos deslizaram sobre a peça, provocando o seu sexo, sentindo a umidade se acumular ali.

- Vai ficar só provocando, Albeline. - Ela reclamou entre os gemidos, me fazendo rir nos seus seios.

- Não seja apressada! Eu estou saboreando o momento. Você é doce, Lô, muito doce. Sexy como a porra do pecado parece. Muito mais gostosa do que deveria ser. - Eu suspirei entre os beijos que eu deixava no seu abdomen plano, descendo até a sua intimidade e afundei o meu nariz ali, sentindo o perfume dela. - Você vai ser a minha perdição... - Eu puxei o tecido da calcinha para fora do seu corpo e deslizei a língua pelo seu sexo. - Com essa bocetinha doce, esse corpo sensual e esse seu atrevimento escondido às sete chaves, que faz eu me esforçar como eu jamais me esforcei por uma mulher.

Ela cobriu a própria boca com a mão para abafar os gemidos enquanto eu chupava o seu clitóris como se ele fosse a mais fina iguaria que eu já provei. E era! Ela inteira era a coisa mais gostosa que eu já tinha provado. Mas quando eu percebi o seu corpo se aproximar do orgasmo eu parei e voltei a beijar sua barriga, subindo pelo seu corpo sinuosamente, dando atenção a cada um dos seus seios, sugando a pele do seu pescoço e chegando outra vez a sua boca.

- Érick... eu preciso... - A voz dela era um sussurro de necessidade e desespero.

- Me diz o que você quer, Lô. O que você quer de mim? - Eu estava muito além daquele momento em que nossos corpos se comunicavam. Eu sentia o meu mundo saindo de órbita.

- Eu quero você, Érick. Cada parte de você. - As palavras dela saíram como súplicas, como se houvesse mais naquele pedido do que aquele momento. - Mas agora, eu quero o homem que me possuiu no quarto do andar de baixo depois de uma crise de ciúme.

- Eu já disse, o que eu sinto por você não é tão medíocre. - Eu avisei no seu pescoço. - Você é minha, Lorena! E quando esta noite terminar você vai se lembrar disso com cada célula do seu corpo.

Capítulo 74: A mordida do "bicho-papão" 1

Capítulo 74: A mordida do "bicho-papão" 2

Capítulo 74: A mordida do "bicho-papão" 3

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