O sorriso de esperança no rosto de Jeane sumiu por completo.
— Bruxa? Eu não sou bruxa! Esse é o poder do Supremo!
O salão caiu em gargalhadas baixas. Jeane olhou ao redor, humilhada com essas reações. Eles estavam rindo dela. E isso foi um gatilho, porque desde que ela apareceu no LongFang, ela sentia os olhares, os cochichos. Ela sempre foi “a outra”, aquela que tirou a verdadeira Luna do lugar que lhe pertencia, a causadora da morte da Luna. Diferente de Corrado, que ainda podia usar o título de Alfa como um escudo, ela não tinha isso. Eles não a viam realmente como Luna. E agora, eles continuavam a olhá-la por cima, como se ela fosse algum tipo de ser inferior.
— Do que estão rindo?! — ela explodiu, sua expressão beirando a loucura. — Eu ainda sou a Luna! Vocês que estão aí, podem cochichar o quanto quiserem, mas Eu sou a Luna Bellanti. Eu fui a melhor. O Alfa escolheu A MIM! E sim, eu tenho o poder do Supremo! Eu lutei por isso!
Era evidente que Jeane estava colapsando. O poder do Supremo. Ela não poderia ter esse poder, ou ninguém iria contra ela. Ela não tinha os requisitos.
— Você não é o Supremo! — Lucretia falou, dando um passo à frente, com Rhys ainda grudado nela. — Você pode até ter armado para tentar sugar a energia de um, mas você não passa de uma ladra, de uma mentirosa!
O salão ficou em silêncio.
— Sua fedelha de merda! — Jeane gritou, mas em seguida, sentiu algo apertando a garganta dela.
— Não se atreva a falar assim com a minha filha! — Corrado gritou e a sacudiu. — Eu estava cego, completamente cego, quando me uni a você! Se é bruxa ou não, eu não sei, mas se envolveu com magia, enganou a todos, planejou destruir tudo o que somos! Você não merece nem mesmo estar no mundo, sua cretina!
Corrado estava completamente vermelho no rosto, o corpo dele queimava de raiva.
— Usou de meios sujos para tentar obter um poder que nunca foi destinado a você. E vai pagar por isso. Ah, e ser a Luna? Você não é a Luna do LongFang. Nunca foi. Glenda pode ter nos deixado, mas ela é a minha única Luna!
O rosto de Jeane estava ficando roxo. E então, ela o olhou de lado e sorriu. Sorriu de verdade, enquanto Corrado estava com as veias saltadas de tanta raiva.
— Pai, solte-a! — Lucretia gritou, porém, foi tarde demais. Jeane usou as garras para entrar no peito de Corrado. Os olhos dele se arregalaram na mesma hora, e os movimentos pararam. O aperto no pescoço de Jeane afrouxou. Ela usou isso para empurrá-lo. — Pai!

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