[“— Companheiro!”]
Uma explosão dentro de Lucretia, por baixo da pele dela, e que parecia se estender para Rhys. Ele ouviu Embry dizendo o mesmo, reconhecendo Kali como a loba companheira dele.
Rhys não olhou para Lucretia, pois manteve-se com as presas fincadas no pescoço dela, marcando-a com ainda mais entusiasmo. A necessidade de fazê-la dele, completamente, era algo primitivo.
O prazer que agora dividiam era absurdo, e eles entenderam que antes, não chegava nem a um décimo do que sentiam agora, como predestinados.
Quando voltou a despejar sua semente dentro de Lucretia, Rhys demorou alguns segundos para retrair as presas. Ele olhou para a ruiva, que parecia estar ainda retornando de outra dimensão.
— Minha! — ele falou, inclinando-se e beijando-a com volúpia. — Você é minha, Lucretia!
— Toda sua. Somente sua, meu amor!
Os dois se encararam e sorriram um para o outro. Rhys a abraçou e saiu de cima dela, rolando, trocando as posições. Agora, Lucretia descansava em seu peito.
Eles permaneceram em silêncio por algum tempo, apenas aproveitando a delícia da sensação.
— Somos predestinados. — Ela quebrou o silêncio. — Nós somos mesmo predestinados!
Lucretia levantou a cabeça, encarando Rhys. Ela nunca o tinha visto tão relaxado, tão… leve. A expressão dele era uma de quem estava em paz.
Durante anos, ele alimentou uma raiva muito grande pelos Bellanti, algo que envenenou a relação de com Lucretia. Aquela amargura era ruim, e só naquele momento ele compreendia a maldição da Deusa da Lua.
Ela sabia de tudo, ela conhecia seus filhos e o destino deles. Por isso, garantiu que Rhys só encontraria a companheira quando pudesse amar. E agora, ele via a maldição como um presente.
Se ele tivesse reconhecido Lucretia como predestinada na época em que se conheceram, ele a teria odiado, ele a teria rejeitado. E isso teria sido o fim de qualquer traço de felicidade que ele pudesse ter.

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