— Mas quem poderia ser? A mulher da floresta? Porque eu ainda sinto que a voz dela não é estranha de todo. Só que não sei de quem é!
Lucretia colocou-se a pensar. Sim, a mulher da floresta era possivelmente a que estava por trás disso. Ela chegou a cogitar a possibilidade de aquela bruxa ou fêmea ser apenas uma ilusão criada por Jeane, mas de fato, ela podia ser a chefona.
Depois de todos aqueles anos, Lucretia finalmente se sentia um pouquinho vingada. Ela não era uma pessoa mesquinha, porém, Corrado traiu a mãe dela, e depois, passou os próximos anos permitindo que Jeane e Deidra a maltratassem dentro da própria casa. Ele permitiu que tudo fosse tirado dela, até mesmo o noivo. E ainda a fez ser motivo de chacota perante a comunidade lobisomem. Então, lá no fundo, Lucretia tinha que admitir que sentia uma pequena satisfação em lembrar da expressão do pai, ao ver a verdadeira cara da querida Luna dele.
Rhys percebeu que Lucretia ficou mais quieta, parecia perdida em pensamentos. Ele não falou com ela, apenas beijou-lhe o topo da cabeça e a abraçou.
Os dois acabaram dormindo, porém, a paz não durou muito, pois Rhys foi chamado via conexão mental pelo Beta.
Martin tinha ficado quieto durante a Reunião, apenas coletando informações e verificando o que tinha acontecido. E agora, eles tinham outra emergência.
Rhys deixou Lucretia deitada, a cobriu e saiu do quarto, indo ao encontro do Beta, que o esperava no escritório.
— O que aconteceu?
— Rhys, a vaca da Jeane Bellanti sumiu! — ele falou e as pupilas do Alfa se expandiram.
— Como é? — Rhys colocou as mãos sobre a mesa. — Como isso aconteceu? Não tinham guardas?
— Sim, mas… Eu não sei, ok? Só sei que, quando foram dar comida a ela, ela não estava na cela. Os guardas procuraram pelo perímetro e nem sinal dela. — Martin sacudiu a cabeça. — É como se ela tivesse evaporado. Nem mesmo o cheiro dela eles conseguiram rastrear.
Rhys queria gritar. Maldição, como é que permitiram que aquela mulher sumisse?
— Alguém a soltou. Ela não teria como se libertar sozinha. Estava acorrentada à parede. Sem nem conseguir chegar perto da porta!
— Sim, Alfa.
— E Jamil?
Martin estalou a língua.
— O desgraçado tá preso. Ele não fala nada com os guardas, apenas mantém a cabeça baixa — o Beta respondeu. — Ainda não consigo acreditar que ele teve a ousadia. E depois de todos esses anos!
— Ele é uma fruta podre que deixamos no barril por tempo demais. Investiguem se tinha mais gente envolvida nos esquemas daqueles dois.
Qualquer omega, ou de qualquer rank que fosse, que tivesse ajudado Jamil, receberia a punição devida.

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