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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 218

— Mas quem poderia ser? A mulher da floresta? Porque eu ainda sinto que a voz dela não é estranha de todo. Só que não sei de quem é!

Lucretia colocou-se a pensar. Sim, a mulher da floresta era possivelmente a que estava por trás disso. Ela chegou a cogitar a possibilidade de aquela bruxa ou fêmea ser apenas uma ilusão criada por Jeane, mas de fato, ela podia ser a chefona.

Depois de todos aqueles anos, Lucretia finalmente se sentia um pouquinho vingada. Ela não era uma pessoa mesquinha, porém, Corrado traiu a mãe dela, e depois, passou os próximos anos permitindo que Jeane e Deidra a maltratassem dentro da própria casa. Ele permitiu que tudo fosse tirado dela, até mesmo o noivo. E ainda a fez ser motivo de chacota perante a comunidade lobisomem. Então, lá no fundo, Lucretia tinha que admitir que sentia uma pequena satisfação em lembrar da expressão do pai, ao ver a verdadeira cara da querida Luna dele.

Rhys percebeu que Lucretia ficou mais quieta, parecia perdida em pensamentos. Ele não falou com ela, apenas beijou-lhe o topo da cabeça e a abraçou.

Os dois acabaram dormindo, porém, a paz não durou muito, pois Rhys foi chamado via conexão mental pelo Beta.

Martin tinha ficado quieto durante a Reunião, apenas coletando informações e verificando o que tinha acontecido. E agora, eles tinham outra emergência.

Rhys deixou Lucretia deitada, a cobriu e saiu do quarto, indo ao encontro do Beta, que o esperava no escritório.

— O que aconteceu?

— Rhys, a vaca da Jeane Bellanti sumiu! — ele falou e as pupilas do Alfa se expandiram.

— Como é? — Rhys colocou as mãos sobre a mesa. — Como isso aconteceu? Não tinham guardas?

— Sim, mas… Eu não sei, ok? Só sei que, quando foram dar comida a ela, ela não estava na cela. Os guardas procuraram pelo perímetro e nem sinal dela. — Martin sacudiu a cabeça. — É como se ela tivesse evaporado. Nem mesmo o cheiro dela eles conseguiram rastrear.

Rhys queria gritar. Maldição, como é que permitiram que aquela mulher sumisse?

— Alguém a soltou. Ela não teria como se libertar sozinha. Estava acorrentada à parede. Sem nem conseguir chegar perto da porta!

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