As pessoas correram, levantando-se de seus assentos, buscando ficar o mais longe possível a porta.
Rhys, instintivamente, cobriu o corpo de Lucretia com o dele, arrastando-a pela cintura para mais perto da parede, mais longe de Jeane.
— O que tá acontecendo? Ela tá usando magia? — Lucretia perguntou, a voz abafada no ombro do companheiro.
— É o que parece.
O ar estava circulando em volta de Jeane, o rosto dela contorcido em um riso maníaco, porém, logo ficou tudo calmo, e os cantos da boca dela se curvaram para baixo. Ela estava confusa e olhou em volta. O que tinha acontecido?
— O que…?
Ao que parecia, e todos começaram a entender, ela não tinha o poder que pensou que tinha. No entanto, ninguém se aproximou dela. Todos continuaram parados onde estavam, apenas observando curiosamente. Eles não tinham para onde ir, pois a porta estava entre Jeane e eles. E se fosse uma armadilha?
Ela olhou para as próprias mãos, e, então, para a porta.
A energia que vinha dali, ainda que invisível, era sentida, como uma nuvem negra em cima da cabeça deles, envolvendo-os, pronta para sufocá-los.
E então, tudo parou. Absolutamente. A energia sumiu, e o salão parecia apenas abandonado, com Jeane ali, parada, ainda sem compreender a gravidade do que tinha acabado de acontecer: ela mostrou que mexia com magia, não precisava das palavras de ninguém para incriminá-la, pois ela tinha entregado de bandeja o que os Anciãos precisavam para prendê-la e condená-la.
— Não, isso não é possível — ela murmurou, ainda falando com ela mesma. — Eu fiz tudo o que tinha que fazer! Eu cumpri com as minhas promessas!

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