Entrar Via

A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 213

As pessoas correram, levantando-se de seus assentos, buscando ficar o mais longe possível a porta.

Rhys, instintivamente, cobriu o corpo de Lucretia com o dele, arrastando-a pela cintura para mais perto da parede, mais longe de Jeane.

— O que tá acontecendo? Ela tá usando magia? — Lucretia perguntou, a voz abafada no ombro do companheiro.

— É o que parece.

O ar estava circulando em volta de Jeane, o rosto dela contorcido em um riso maníaco, porém, logo ficou tudo calmo, e os cantos da boca dela se curvaram para baixo. Ela estava confusa e olhou em volta. O que tinha acontecido?

— O que…?

Ao que parecia, e todos começaram a entender, ela não tinha o poder que pensou que tinha. No entanto, ninguém se aproximou dela. Todos continuaram parados onde estavam, apenas observando curiosamente. Eles não tinham para onde ir, pois a porta estava entre Jeane e eles. E se fosse uma armadilha?

Ela olhou para as próprias mãos, e, então, para a porta.

A energia que vinha dali, ainda que invisível, era sentida, como uma nuvem negra em cima da cabeça deles, envolvendo-os, pronta para sufocá-los.

E então, tudo parou. Absolutamente. A energia sumiu, e o salão parecia apenas abandonado, com Jeane ali, parada, ainda sem compreender a gravidade do que tinha acabado de acontecer: ela mostrou que mexia com magia, não precisava das palavras de ninguém para incriminá-la, pois ela tinha entregado de bandeja o que os Anciãos precisavam para prendê-la e condená-la.

— Não, isso não é possível — ela murmurou, ainda falando com ela mesma. — Eu fiz tudo o que tinha que fazer! Eu cumpri com as minhas promessas!

Porém, Corrado não parecia inclinado a cooperar dessa vez. Ele andou até ela, com passos lentos. O salão inteiro só tinha um som: o dos passos do Alfa do LongFang.

Por um momento, Jeane pensou que tudo poderia se resolver. Corrado a abraçaria, diria que foi um mal-entendido. Que talvez algo tenha tomado o corpo dela… uma armação completa! E Jeane seria agora a vítima.

Assim que estava perto o suficiente, Corrado parou de se mover. Jeane arriscou um sorriso, pronta para levantar os braços, para abraçá-lo e jogar-se contra o corpo dele. No entanto, o que ela recebeu não foi um afago na bochecha, e sim um tapa que a levou ao chão.

Descrente, ela não levantou o rosto imediatamente, como se o cérebro dela precisasse processar o que tinha acabado de acontecer. Ela levou a mão ao rosto, já inchando e passou a língua no filete de sangue que descia pela boca. Só então ela virou-se e encarou Corrado, pelos fios de cabelo que lhe cobriam a face. Ele a observava, frio, impassível.

— Eu não tenho nenhuma relação com bruxas!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna.