O ex-Conselheiro apertou os punhos. Por que aqueles fedelhos não podiam simplesmente calar a droga da boca? Aquele não era o momento para declarações e pedidos de desculpas! Era a chance dele de se livrar daquelas acusações.
Jamil sabia que Rhys jamais confiaria nele novamente. Ele não conseguiria voltar ao posto de Conselheiro, afinal, ele tinha chamado os Anciãos para tirá–lo do poder, agiu pelas costas dele. Então, o objetivo de Jamil agora era simplesmente um: não ir para a cadeia. Não ser taxado de traidor.
— Jamil Graham, tem algo a dizer? — o Ancião Dawson perguntou. Ele não estava no esquema, por isso, não iria facilitar para Jamil.
— Eu não conhecia a Luna Lucretia. Então, ainda mantenho a minha afirmação de que não contei porque temia a reação dela. É algo que qualquer pessoa faria!
— Entendido. Quer acrescentar alguma coisa?
Jamil engoliu a saliva, fez a melhor cara de coitado que conseguiu e virou-se para o público.
— Eu sei que muitos de vocês me vêem como um vilão, mas eu realmente só fiz o que fiz pensando no melhor para o bando. Posso ter tomado as decisões erradas, mas ainda assim, a intenção foi das melhores. Peço desculpas se machuquei alguém.
Rhys soltou uma bufada de desdém. Aquele homem era realmente impressionante!
— Muito bem. Obrigado por suas palavras, senhor Jamil Graham. Guardas, podem levá-lo. Agora, iremos receber a Luna Bellanti.
Jeane não estava acorrentada. Ela entrou com a cabeça baixa, porém, Lucretia notou que havia um leve sorriso nos lábios da fêmea.
“O que ela tá tramando?”
— Medo? Vocês agora têm medo? — ela levantou a cabeça, com a expressão cínica. — Não preciso provar nada a vocês. Eu os desprezo. E precisei aguentar essa palhaçada por anos! Mas tudo tem um propósito. Tem um motivo e eu sei que valeu à pena!
Jeane levantou as mãos e fechou os olhos, ainda sorrindo. Ela começou a balbuciar algumas palavras, e o ar em volta do salão mudou, ficou mais pesado.
— Feitiço — Rhys disse, baixinho. E, em vez de esperar, ele resolveu se aproximar e impedi-la. Mas havia uma barreira em volta de Jeane e ele foi empurrado para longe.
As portas se abriram e Jeane riu.
— É hora de uma mudança de poder!

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