Rhys inspirou profundamente, fechando os olhos. Ele teria que reviver tudo o que lhe aconteceu e ele o faria. Era necessário contar cada detalhe, inclusive o sonho com a bruxa.
Sim, ele não tinha mais dúvidas de que se tratava exatamente disso, de uma bruxa. E, após observar e ouvir tudo o que tinha para ouvir de Jamil e da tal Jeane Bellanti, ele colocaria a mão no fogo de que ela estava diretamente envolvida com aquilo.
— Tudo começou quando deixei minha esposa, a Luna Lucretia Jarsdel, no bando no qual nasceu, o LongFang. O motivo de ela ir até lá? Não foi uma mera visita, e sim para investigar.
O Ancião levantou a mão e inclinou-se para frente.
— Investigar o que exatamente, Alfa?
— O fato de que o pai dela vinha se comportando de maneira estranha, sem querer responder, e sempre que ela tentava, ele não estava disponível. Quem lhe passava o recado, quem atendia os telefonemas? — ele olhou para a plateia. — A Luna Jeane Bellanti.
Todos sabiam que, apesar de uma Luna ter muita autoridade dentro de um bando, não era comum que recebesse as ligações do Alfa desse jeito.
— E algo foi encontrado? De suspeito? — outro Ancião perguntou.
Rhys olhou rapidamente em direção a Lucretia, antes de responder.
— Foi-lhe dito que o Alfa Bellanti estava na borda. Ataques de rogues. No entanto, Lucretia continuou a ouvir barulhos vindos do quarto Alfa e teve a impressão de que o pai estava em casa. Ela foi até a borda, mas ele não estava lá.
— Protesto! — Jeane levantou-se, enquanto Corrado continuava sentado, imóvel. — Isso, isso não é verdade! Meu marido estava na borda!
Rhys fez um sinal positivo com a cabeça e entraram dois membros do LongFang.
— Estes eram guardas estacionados ali à época. E eles poderão falar.
— Mas… — Jeane tentou, porém, o Ancião fez sinal para que ela ficasse quieta.


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