— Provas? — o Ancião perguntou e as pessoas presentes se entreolharam, cochichando.
— Sim, Ancião, mas primeiro, eu vou terminar de contar o que aconteceu.
E Rhys contou a respeito do que se lembrava, sobre os gritos, a agonia, a escuridão e a queimação na pele. Então, sobre um humano salvá-lo — o que chocou os membros dos bandos, pois lobisomens não confiavam exatamente naquela espécie — e, depois, sobre sua jornada sozinho, que culminou em conhecer os cinco rapazes que chegaram com ele de volta ao ShadowBlood e o reencontro com Lucretia.
Ele precisou contar sobre a mulher na floresta, os sonhos, a visão/pesadelo.
— Eu não consigo dizer de quem é a voz, apenas que ela me parece familiar. E creio eu que foi a mesma mulher que apareceu para a Luna Lucretia, quando ela e o grupo com o Alfa Elijah foram atacados na floresta.
— Isso com certeza é magia.
— Sem dúvidas! E quem será a mulher loira?
— A Luna Bellanti tem os cabelos loiros, não é?
Era possível ouvir as pessoas se perguntando e levantando possibilidades. Jeane puxou o ar, mas era como se ela estivesse com dificuldades para respirar. O olhar dela cruzou-se com o de Jamil. Ela lhe dizia, silenciosamente, que era para ele fazer alguma coisa!
— Eu não posso afirmar nada sem provas. Por isso, vou mostrar o que temos e, então, fica a cargo dos Anciãos decidirem, bem como do público.
Rhys sorriu após dizer isso, e tirou do bolso um celular.
— Creio que seria melhor se todos vissem juntos. Preciso apenas de um computador.
Ele se colocou de pé e levantou a mão assim que o vídeo finalizou. Todos ali estavam mais do que chocados. Guardas já estavam à postos para segurar Jeane Bellanti, pois ela poderia tentar fugir.
— Acredito que imagens falem mais do que mil palavras, não é mesmo? — Rhys falou.
Enquanto isso, Corrado ainda estava apático, como se completamente alheio ao que se passava, como se não tivesse acabado de ver e ouvir a própria esposa, a própria Luna, o estava traindo não só como companheira, mas como lobisomem.
— Isso é um absurdo! — o Ancião falou e virou-se para Jeane, e, depois, para Jamil. — Uma Luna e um Conselheiro… Tramando contra a própria espécie!
— Ancião… isso… isso não é exatamente o que parece! — Jamil disse e, naquele momento, Rhys sabia que ele era mais cobra do que tudo, porque o desespero em seu olhar indicava o que ele estava prestes a fazer. — Eu apenas entrei no jogo dela para ter provas contra! Para impedir que ela fizesse a coisa errada!

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