O salão inteiro começou a murmurar, cochichar.
— Magia? — o Ancião perguntou e Lucretia passou os olhos rapidamente pela multidão, mais especificamente, em Jeane.
A madrasta estava com a cabeça erguida, no entanto, havia um leve tremor no canto da boca, o que Lucretia sabia significar, depois de anos morando com a mulher, sinal de nervosismo.
“Então, foi só mencionar magia, não é mesmo?” Lucretia pensou, aumentando nela a certeza de que a madrasta usava sim magia. E talvez, não só contra o próprio Alfa.
— Exatamente, Ancião. — Elijah tinha uma voz firme e calma ao mesmo tempo. — Não só com relação ao meu suposto vínculo predestinado com Lucretia Jarsdel, mas com o fato de que quando estávamos em busca do Alfa Rhys Jarsdel, nos deparamos com alguns acontecimentos que só poderiam ser explicados como magia.
O Ancião se mexeu na cadeira, desconfortável, e Lucretia percebeu como ele lançou um olhar breve na direção de Jamil.
— Que tipo de acontecimentos, Alfa McCormack?
Elijah contou sobre o que houve na floresta, como as folhas voavam, como o tempo pareceu estranho. Depois, Lucretia teve a vez dela, relatando o que ela tinha visto e como uma mulher apareceu. Mas o rosto dessa mulher não era visível, a única coisa que ela podia discernir era o cabelo loiro.
— E a voz dela me parecia familiar — Lucretia disse e olhou de relance na direção de Jeane. Esta desviou o olhar. — Além disso, olhem para o meu pai, o Alfa Bellanti, por favor.
Todos no salão se viraram para ele.
— O que vocês vêem? Quem o conhece, creio que saberá dizer se está tudo normal ou não.

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