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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 185

O som das rodas dos carros luxuosos contra o cascalho da entrada da packhouse anunciou a chegada da comitiva do LongFang. Lucretia, de pé na varanda principal ao lado de Rhys, sentiu um aperto familiar no estômago. Ela conhecia aquele protocolo, as cores e, principalmente, a figura que emergiu do primeiro veículo.

Ela ainda estava na dúvida sobre o não envolvimento de Jeane. A voz na floresta era muito familiar, porém, ela não poderia afirmar que era a da madrasta. Aquela dúvida era tão cruel!

Rhys estava visivelmente ansioso. Ele apertava e soltava os punhos, os olhos fixos na mulher loira que saía do carro. Para ele, tudo era um borrão de incerteza. Aquela mulher tinha os cabelos loiros, exatamente como a bruxa que o atacara na floresta, mas ele não conseguia ter certeza. Naquelas memórias de pesadelo, ele nunca viu o rosto da agressora com clareza, apenas os fios dourados balançando entre os galhos. O timbre da voz de Jeane, ao cumprimentar os guardas lá embaixo, era doce e melodioso — diferente do tom de escárnio que Rhys lembrava —, mas a dúvida corroía seu peito. Seria ela? Ou sua mente estava apenas pregando peças devido ao trauma?

— Mantenha a calma, Rhys — Lucretia sussurrou, percebendo a respiração acelerada dele.

— Eu não sei, Lucretia... os cabelos são iguais — Rhys respondeu num fio de voz. — Mas a voz... parece diferente. Eu não consigo afirmar.

Jeane subiu os degraus com um sorriso radiante, abrindo os braços para a enteada.

— Lucretia, querida! Que alívio ver todos vocês bem! — Jeane exclamou, ignorando a frieza da ruiva.

Ao se aproximar para um abraço que Lucretia não retribuiu, um cheiro fortíssimo invadiu as narinas da Luna. Lavanda. Era um perfume floral, fresco e aparentemente inofensivo. A questão era que a madrasta não usava aquele tipo de perfume, que remetia a uma pessoa mais velha, e se tinha uma coisa que Jeane detestava era parecer velha.

A voz de Jeane também soava estranha para Lucretia. Havia uma cadência forçada, como se ela estivesse encenando um papel de boa samaritana para uma audiência invisível. Seria realmente Jeane quem Rhys viu, ou a madrasta tinha uma cúmplice, alguém que Lucretia também conhecia e que compartilhava aquele timbre familiar que ela não conseguia identificar?

— Alfa Jarsdel — Jeane fez uma reverência para Rhys. — É um milagre vê-lo recuperado. O LongFang chorou sua ausência.

Rhys a encarou, buscando o rastro de magia que sentira na floresta. Mas o perfume de lavanda de Jeane era tão denso que sufocava qualquer outro aroma residual. Era quase como se o perfume fosse uma barreira, uma camuflagem química para impedir que lobos farejassem sua verdadeira natureza.

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