Lucretia engoliu o desconforto Era preciso agir corretamente, ela não era uma esposa que daria um ataque de “pelanca” só porque uma mulher estava olhando para o homem maravilhoso com quem ela tinha se casado. Não, ela era uma Luna, e se portaria como tal.
Durante o caminho, Rhys contou algumas coisas, sobre Harold, sobre Macy. Cada vez que ele mencionava a mulher, não percebia como a expressão de Lucretia mudava e a boca dela chegava a esticar-se em uma careta. Mas Kolby notou. Elijah também.
— Harold, Macy... — Rhys disse, gesticulando para Lucretia. — Esta é Lucretia. Minha esposa. Ela veio me buscar.
O silêncio que se seguiu foi pesado. Macy piscou, o sorriso vacilando por um microssegundo antes de se recompor. Harold, por outro lado, olhou para Lucretia com reverência, percebendo pela postura dela que ela não era uma mulher comum. Ele imaginou que ela provavelmente era alguém como Rhys. Seria? Seria uma besta? Ou uma humana que casou-se com uma?
O que ninguém tinha notado, ali, foi o olhar de Elijah para a mulher gestante. Era uma inquietação que ele não compreendia. Ele franziu a testa. A companheira dele era Lucretia, então, por que estava tendo aquele sentimento de impulso para ir até aquela mulher estranha — uma humana, não menos! Ele não oos via como criaturas muito confiáveis e, menos ainda, bons o suficientes para andarem com lobisomens — e sentir o calor da pele dela?
Não era só a presença da mulher, mas o cheiro dela — uma mistura de camomila, terra úmida e leite — parecia a coisa mais deliciosa e sublime que ele já tinha sentido na vida! O que raios estava acontecendo?
— O que vocês fizeram salvou o meu mundo, Harold — Lucretia deu um passo à frente, ignorando o protocolo de Luna e segurando as mãos calejadas do idoso. — Rhys me contou que vocês o acolheram sem perguntar quem ele era. Por isso, vocês nunca mais precisarão se preocupar com nada.


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