— Srta. Paiva, o Sr. Ortega pediu para eu levá-la para casa. — Vítor parou o carro na beira da estrada e disse a Ivânia, inclinando a cabeça para fora.
Ivânia hesitou por um momento, mas ao pensar nos saltos altos e na estrada interminável à sua frente, ela sabiamente entrou no carro.
E, ao mesmo tempo.
Na família Ferreira, o banquete estava apenas começando.
Jefferson, como único herdeiro da família Ortega, possuía um status e uma posição inalcançáveis.
A família Ferreira estava extremamente entusiasmada com seu futuro genro, e até mesmo Hermínio se mostrava afável.
Embora o tempo de namoro de Jefferson e Zenobia não pudesse ser considerado um longo romance, também não era curto. A família Ferreira, de forma direta e indireta, pressionavam pelo casamento dos dois.
Jefferson respondia com polidez e diplomacia, de uma maneira que a família Ferreira não podia encontrar falhas, mas sem nunca lhe dar uma resposta definitiva.
Zenobia ajudava a família a receber os convidados. Embora bebesse apenas vinho de frutas, sua tolerância ao álcool era muito baixa, e antes que a festa terminasse, ela já estava bêbada.
Jefferson a ajudou a voltar para o quarto.
Ambos haviam bebido, e o corpo de Jefferson também exalava um leve cheiro de álcool, misturado com seu aroma fresco e natural, que era ao mesmo tempo agradável e sedutor.
Zenobia, quase que por impulso, ficou na ponta dos pés para beijar seus belos e finos lábios.
No entanto, Jefferson se virou de repente, caminhando em direção à mesa de centro ao lado. Os lábios de Zenobia roçaram sua bochecha, sem conseguir beijá-lo.
Ela ficou um pouco confusa, sem saber se ele havia feito de propósito ou se fora sem querer.
Jefferson foi até a mesa de centro, pegou o bule e um copo, serviu um copo de água e o entregou a ela.
— Beba um pouco de água primeiro. Se não se sentir bem, peço a uma empregada para preparar uma sopa para a ressaca. — Seu tom de voz era gentil.

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